Pesquisa divulgada em revista científica mostra diversidade genética da Giárdia nas águas de Campinas

Por Isabella Pastore

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O protozoário giárdia pode ser transmitido por água, alimentos contaminados e contato entre pessoas. (Imagem: Waterborne Disease Prevention Branch, CDC)

A revista científica internacional PLoS ONE divulgou um artigo que mostra que nas águas de Campinas existem diferentes tipos da Giárdia, devido a diversidade genética do protozoário.

Ele é o causador da infecção giardiose ou giardíase, que provoca diarreia e outros problemas intestinais, sendo especialmente perigosa quando infecta crianças.

Essa diversidade encontrada em amostras do parasita Giardia duodenalis recolhidas em pacientes e nas águas da cidade é alta e surpreendente, disse o pesquisador Maurício Durigan, do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Universidade Estadual de Campinas, principal autor de artigo sobre o assunto publicado no PLoS ONE. Ele afirma que a descoberta chama atenção para o fato de que a contaminação das águas é um problema que precisa ser tratado em escala metropolitana, regional ou estadual, e não apenas municipal.

A maioria dos subtipos identificados no trabalho de Durigan tem o chamado “potencial zoonótico”, o que significa que podem ter mais de uma espécie de hospedeiro, com a facilidade de circular entre humanos e animais. “As ferramentas genéticas permitem não só conhecer os subtipos, como também quantificar quanto tem ali naquele determinado local, então são respostas que antes não tínhamos”, explicou o pesquisador. “Agora começamos a saber, de maneira mais acurada, o que tem ali, e quais os riscos daquilo. Que existe contaminação humana e também que esses  subtipos, que estão lá, podem circular entre animais e humanos”.

Para a moradora da cidade, Elizabeth Fiori, terapeuta ocupacional, essa situação deve ser avaliada com cuidado e atenção. “É um risco para as pessoas, principalmente crianças e idosos que já possuem uma saúde mais fragilizada.” Conta ainda, que sua filha já teve a giardiose “ela teve muitas cólicas e emagreceu do nada, é muito chata essa doença”.

A doença que normalmente é transmitida por água ou comida contaminada tem como principais sinais a diarreia aquosa, que podem se alternar com fezes moles e gordurosas, fadiga ou mal-estar, cólicas e inchaço abdominais, náusea e perda de peso. Os sintomas de giardíase geralmente duram duas a quatro semanas, mas em algumas pessoas podem permanecer por mais tempo, segundo o médico gastroenterologista, Jefferson Marino. “As pessoas muitas vezes não sabem que esse protozoário é transmitido por contato entre pessoas, por exemplo, se a mão de uma pessoa estiver contaminada com material fecal. Por isso, é importante lavar bem as mãos e tomar muito cuidado com a água e os alimentos ingeridos.”, finalizou o médico.

Editado por Marília Alberti

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