Seis em cada dez famílias estão endividadas, aponta pesquisa da Confederação Nacional do Comércio

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Inadimplência cresce entre os brasileiros no mês de abril (Divulgação: JSC/Emídio Marques)

 

Por Rosangene Santos

O brasileiro esta cada vez mais endividado. O percentual de famílias com dívidas aumentou no mês de abril pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio. No mês, o percentual de famílias alcançou 61,6%, o que representa seis em cada dez famílias brasileiras estão em situação de dívida.

A pesquisa aponta uma alta em comparação com o mês de março em que foi observado 59,6%, entretanto uma queda em comparação aos 63,4% em abril de 2014. As famílias relataram ter dividas em cheques pré-datados, cartões de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros.

Para o analista em finanças Adalberto Vittori o brasileiro desconhece a real divida que possui “A maioria dos endividados não têm a real noção de quanto ganham e quanto gastam por mês, e isso já é uma complicação para o controle orçamentário. Desta forma o primeiro passo a ser traçado é o levantamento dos rendimentos e dos gastos atuais. Ao se colocar em um caderno ou em uma planilha toda a movimentação financeira, o endividado terá condições de visualizar a sua real situação. Tudo que ele gastar no mês deve ser anotado, desde as contas básicas como luz, água, telefone, até os gastos com o lazer. Isso o ajudará a identificar quais são os gastos que podem ser evitados ou pelo menos reduzidos” diz.

Cartão de crédito ainda é o vilão

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O cartão de crédito representa o principal fator de compra por 75% dos entrevistados pela Confederação Nacional do Comércio (Divulgação: Marcos Santos/USP Imagens)

O cartão de crédito ainda é o preferido dos brasileiros como forma de pagamento e representa a maior forma de inadimplência por 75% das famílias com renda de até dez salários mínimos . Seguidos por carnês, 18,5% e financiamento de carro, 11,6%, são os principais tipos de dívida apontados. “O cartão de crédito é um excelente recurso para aquelas pessoas que possuem grande disciplina financeira. Para as pessoas que não possuem esse controle o cartão é uma bomba relógio, pois os juros cobrados neste tipo de operação são muito altos no Brasil. Quando se entra no rotativo do cartão de crédito na maioria das vezes o final é trágico. Por isso deve-se saber exatamente qual o saldo a pagar na próxima fatura, de forma que possa liquidá-la na data do vencimento” ressalta Vittori.

Já entre aquelas com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em abril de 2015 foram: cartão de crédito, por 71,0%, financiamento de carro, por 25,6%, e financiamento de casa, por 19,1%. “A melhor forma de pagamento sempre será à vista, pois assim o comprador normalmente terá um maior poder de barganha , obtendo excelentes descontos. É importante também a pesquisa de mercado, busque outros fornecedores pois as variações de preço são muito grandes. Neste momento isso está acontecendo com o mercado de automóveis, onde existe uma grande oferta de carros trazendo a possibilidade ao comprador de boas oportunidades de desconto” completa Vittori.

Confira as dicas dos especialistas

  • Planejamento
  • Ter em um caderno ou planilha toda a movimentação financeira.
  • Anotar contas de luz, água, telefone e lazer. Isso o ajudará a identificar quais são os gastos que podem ser evitados ou pelo menos reduzidos.
  • Reduzir suas despesas supérfluas.
  • Tentar renegociar essa dívida com o próprio banco em busca de juros menores e de um prazo maior de pagamento, ou realizar uma pesquisa nas instituições financeiras para tentar obter um empréstimo com taxa de juros mais barata, o que permitirá que ele troque uma dívida cara (cartão de crédito, cheque especial) por uma mais barata.
  •  Nos casos extremos ele deverá solicitar o cancelamento do cheque especial e também do cartão de crédito para que não sofra a tentação de usá-los sem o devido controle.
  • As compras deverão, na medida do possível, serem à vista pois assim conseguirá negociar um preço melhor e não correrá o risco de adquirir um novo endividamento.
  • Outra arma importante é a pesquisa de preços, pois as variações são grandes entre os diversos fornecedores, e também a possibilidade de troca de produtos caros por outros mais baratos.

 

Editado por Marília Alberti

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