Índice de queimadas aumenta em 35% em 2015

Por Raíssa Bazzo

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no final do mês de abril, o número de queimadas no ano de 2015 aumentou 35% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no Espírito Santo, o aumento chegou a 231%. Entretanto, no estado de São Paulo, as ocorrências caíram em 13%. Veja abaixo:

Dados sobre o aumento de focos de incêncio no país.
Dados sobre o aumento de focos de incêndio no país. 

Antes de tudo, para esclarecimentos, é preciso saber distinguir as diferenças entre “prática do uso do fogo” e “queimadas criminosas e/ou não intencionais”. O engenheiro ambiental Herculano Marques afirma que a primeira prática faz referência ao uso do fogo no manejo da atividade agrícola para a colheita da cana de açúcar. Já a segunda, considerada crime, necessita de fiscalização, sendo de difícil monitoramento e controle de ação judicial.

Segundo o engenheiro, medidas alternativas são difíceis de serem estabelecidas, já que dependem da compreensão humana e de agentes causadores. Várias propriedades, por exemplo, possuem mirantes para vigia, aceiros protetores e carreador de isolamento e, mesmo assim, o índice é alto.

Para isso, é fundamental que existam medidas corretivas e que a fiscalização seja eficaz. “Os PAM’s (Planos de Auxílio Mútuos) supracitados, são muito úteis e vitais para o combate aos focos de incêndio, mobilizando brigadas do Corpo de Bombeiro, das usinas, produtores rurais e voluntários civis úteis e vitais para o combate aos focos de incêndio”, afirma Marques.

No entanto, muitos focos de incêndios são causados por agentes humanos que não possuem conhecimento sobre os riscos de acender uma fogueira, jogar bitucas de cigarro e entre outras ações.

Segundo o portal de notícias G1, o pesquisador Alberto Setzer, do Inpe, diz que a alta pode ter relação com o aumento da taxa de desmatamento na Amazônia Legal, que aumentou 40% entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 em relação ao mesmo trimestre de 2014, segundo o Inpe. O Ibama negou esta relação, mas Herculano diz ocorrer determinado desmatamento, principalmente em áreas de vegetação nativa, onde o fogo faz papel de ‘trator de esteira’ e destrói a vegetação.

O engenheiro ambiental afirma que a tendência de focos de incêndio é sempre diminuir, porém, volta ao fator humano de conscientização, “como bem demonstra a pesquisa, o principal fator citado seria o desmatamento em áreas de vegetação nativa, ou seja, prática ilegal do uso do fogo para extinguir a vegetação, e estas ações carecem de muito monitoramento e contingente físico para fiscalização, principalmente em áreas extensas como a Amazônia Legal.”

Os prejuízos dessa prática são diretamente contabilizados ao meio ambiente. Perda da cobertura do solo, perda da biodiversidade florestal ali existente, perda da fauna ali residente e macro prejuízos como interferências climáticas regionais/estaduais.

Editado por Gustavo Gianola

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