No dia mundial do livro, 14 milhões de brasileiros não sabem ler

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Livros: conhecidos pelo homem há mais de 3 mil anos e ainda ocupam lugares nas prateleiras (Foto: Bárbara Pianca)

Por Bárbara Pianca

Hoje, dia 23 de abril, comemora-se o dia mundial do livro. Escritos há mais de três mil anos, têm lugar reservado no dia a dia de muitas pessoas. Possuindo as mais variadas capas, escritos de diversas maneiras e por incontáveis autores, atendem a todos os gostos.

Considerados importantíssimos no auxílio à educação, os livros são indicados por profissionais a acompanharem crianças desde a pré-alfabetização, para que a mesma já se familiarize com as letras e figuras, criando, assim, o gosto pela leitura.

“Toda e qualquer criança deve ter a oportunidade de entrar no mundo da fantasia, viajar e descobrir. O livro é fundamental para o desenvolvimento criativo da criança”, explica a alfabetizadora e professora de educação infantil, Edwânia Barbarini.

Há quem prefira livros ao invés de seriados, há quem prefira colori-los a ler e há, principalmente, quem prefira ler ao ver um amontoado de símbolos indecifráveis. Infelizmente, o número de analfabetos no Brasil sobe cerca de um milhão a cada ano. Em 2013, o número estava por volta dos 13 milhões. Após um ano, em 2014, o índice aumentou, ultrapassando os 14 milhões de brasileiros considerados analfabetos.

“Não temos uma razão comprovada para a quantidade de pessoas analfabetas no Brasil, mas temos a comprovação de que essas mesmas pessoas perdem diversas oportunidades, desde pegar um livro para ler, até conseguir um emprego e condição de vida melhores”, opina Edwânia.

Pelos mais variados motivos, crianças não tem como ir à escola e idosos não tiveram a oportunidade de estudar, o que contribui para que o Brasil ocupe a 8ª posição no ranking dos 10 países com maior número de pessoas, a partir dos 15 anos, que não são capazes de ler ou escrever um simples bilhete.

Antonio dos Santos, de 56 anos, mora em Jundiaí desde os 22 anos quando saiu do Maranhão. Mesmo em sua infância nunca frequentou a escola. “Eu sempre trabalhei como servente de pedreiro. Ajudava meus pais a cuidar dos meus oito irmãos. Nunca tive tempo de ir para a escola”.

Em todo o mundo, cerca de 775 milhões de pessoas não sabem ler e escrever e aproximadamente 57 milhões de crianças estão fora da escola e longe de qualquer livro que seja, afastando-as do conhecimento, do desenvolvimento do senso crítico e da formação da opinião. “Um dia eu ainda começo a estudar e realizo meu sonho de ler uma história para meus netos”, desabafa Antonio.

Brasil aparece em 8º lugar na lista dos 10 países com maior número de analfabetos (Dados: Revista Exame / Arte: Bárbara Pianca)
Brasil aparece em 8º lugar na lista dos 10 países com maior número de analfabetos (Dados: Revista Exame / Arte: Bárbara Pianca)

Editado por Marília Alberti

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