Alimentação adequada ajuda a ter melhor rendimento nos estudos, indica pesquisa

Por Amanda Bruschi

Já ouvimos bastante que “saco vazio não para em pé”. Esse ditado é reforçado por uma recente pesquisa divulgada na revista Mente e Cérebro, que relaciona a alimentação com o rendimento escolar. O pesquisador americano Paul Gold estudou a interferência da alimentação nas atividades cerebrais. Ele constatou que a ingestão de algumas substâncias pode potencializar o aprendizado, bem como outras podem atrapalhar esse processo. Veja abaixo:

INFOGRÁFICO DIETAS
A pesquisa do americano Paul Gold faz relação do aprendizado com a alimentação. (Infográfico: Amanda Bruschi)

 

A nutricionista formada pela PUC-Campinas, Ana Paula Ricciarelli, explica que a glicose é o principal combustível para o cérebro e que “este tipo de alimento deve estar em constante disposição para esse órgão, ao passo que os neurônios não são capazes de armazenar glicose, diferente dos músculos” complementa. Todavia, a nutricionista ressalta que devemos tomar cuidado com a ingestão de glicose e procurá-la na ingestão de carboidratos complexos, ou seja, que liberam glicose gradualmente no organismo.

Em relação a análise da pesquisa relacionada à gordura, a nutricionista enfatiza que é importante que seja especificado qual gordura foi utilizada nos testes, pois algumas delas até auxiliam na melhora da memória. “As gorduras conhecidas como gorduras boas, proveniente do ovo, abacate, peixes, entre outros alimentos melhoram a parte cognitiva, a gordura monoinsaturada por exemplo atua na produção de acetilcolina, este é um neurotransmissor importantíssimo para aprendizagem e memória“ explica.

Além do aprendizado em si, a alimentação também altera nas questões de humor e disposição, afirma Ana Paula Ricciarelli. “Relatos comuns são: melhora do sono; maior disposição na parte da manhã; aumento da concentração, isto ocorre pois com um aporte ideal de nutrientes nosso organismo funciona da maneira adequada, pois todas reações químicas e órgãos estão funcionando em sincronia”.

Pensando em questões além de estética e sim relacionadas ao bem estar, a Engenheira de Produção Gisele Ponce procurou uma nutricionista. “Procurei uma nutricionista antes que a balança subisse o ponteiro. Ela me ajudou a comer nos horários certos e, principalmente, a comer coisas certas, me enviando receitas, dando orientações, enfim, fazendo o acompanhamento nutricional” conta. Gisele conta que a melhora do humor e da disposição foram as principais mudanças notadas. Para ela, a alimentação também a auxilia a controlar a ansiedade: “quando estou perto de alguma entrega importante no trabalho e fico mais ansiosa, sinto vontade de doces. Mas tomo “suchás” (suco com chá) calmantes, com camomila e maracujá, por exemplo, e/ou como um chocolate 70% que ajuda!”

Que a alimentação vai além das questões estéticas, isso é certo, mas a nutricionista Ana Paula Ricciarelli alerta para a individualidade de cada um ao iniciar uma dieta. “É sempre importante ressaltar que existe a individualidade bioquímica, nenhum organismo é exatamente igual ao outro, um alimento que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra, sendo assim qualquer dúvida consulte um Nutricionista, ele é o único profissional que pode auxilia-lo na escolha dos melhores alimentos para você, aproveitando assim todos os benefícios que estes podem gerar para sua saúde“ completa.

Editado por Danilo Christofoletti

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