Cresce o número de mulheres com problemas cardiovasculares no Brasil nos últimos 50 anos

Por: Isabella Pastore

Há 50 anos houve o crescimento do número de mulheres com problemas cardiovasculares em 38%. Confira abaixo:

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Aumento do número de mulheres com problemas no coração em 50 anos (Infográfico: Isabella Pastore)

“O sedentarismo é um importante fator de risco para o desenvolvimento da aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura e colesterol, que diminuem o fluxo sanguíneo”, explica o cardiologista Fernando Alves.

Com corações menores e mais delicados, a falta de atividade física não é o único fator de risco para mulheres. O uso de anticoncepcionais também pode contribuir para problemas cardíacos. De acordo com o cardiologista, os anticoncepcionais alteram o perfil metabólico, provocando aumento do colesterol ruim (LDL), que contribui no entupimento das artérias. Em compensação, mulheres possuem uma vantagem: hormônios, como o estrógeno, que aumentam o bom colesterol, ajudam na circulação sanguínea e aumentam a disposição. “Porém, elas perdem esse fator protetor quando entram na fase do climatério, onde a produção desses hormônios diminui”, explica o especialista. É nessa fase que se deve manter uma alimentação mais regrada, para controlar o peso e a pressão arterial.

A aposentada Maria de Lourdes Leitte já infartou duas vezes e revela que mudou seu estilo de vida. “Antes não cuidava de mim, só me preocupava com o meu trabalho, pedi minha aposentadoria. Não fazia exercícios, fumava e não controlava minha alimentação, hoje mudei todos os meus hábitos e me sinto muito melhor”. Maria de Lourdes faz acompanhamento regular com o seu cardiologista e garante que agora não terá mais problemas. “Agora é só alegria”, finalizou a aposentada.

Para evitar problemas com o coração, o cardiologista alerta que a busca por um cardiologista deve começar ainda na adolescência, principalmente se a paciente tem histórico de problemas cardiovasculares, como o infarto, em familiares próximos com idade menor que os 60 anos. “Para evitar aterosclerose aumento do colesterol ruim, é importante que as mulheres façam check ups anuais a partir da adolescência”, finaliza o especialista.

A Pró-Reitora de pesquisa e engenheira de alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp), Gláucia Maria, revela que a jabuticaba é um dos alimentos que ajudam a reduzir o colesterol ruim, o excesso de açúcar no sangue e também auxiliam no combate a doenças cardiovasculares. A jabuticaba pertence ao grupo das frutas vermelhas. Elas são ricas em vitaminas, fibras e antioxidantes, substâncias que previnem o envelhecimento precoce das células. A lista de frutas vermelhas é grande e inclui algumas menos conhecidas, como a pitaia e o mirtilo.

Editado por Marília Alberti

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