Medicina antroposófica é alternativa que trata corpo, mente e espírito

Por Jaqueline Zanoveli

Os tratamentos médicos alternativos, como a homeopatia, a acupuntura e a fitoterapia, já são difundidos no Brasil e são inclusive oferecidos pelo Sistema Única de Saúde (SUS) desde 2006. Seguindo essa linha, a medicina antroposófica é outra opção de medicina não-convencional para aqueles que querem fugir dos efeitos colaterais dos remédios alopáticos.

Essa medicina começou a ser desenvolvida há cerca de 100 anos, por Rudolf Steiner. A abordagem médica dessa medicina diz que tanto o bem-estar quando as doenças do ser humano são ligadas ao corpo, mente e espírito do indivíduo. Por isso, os remédios antroposóficos não tratam a causa de uma doença, mas estimula as forças do organismo a curá-la, baseando-se também em elementos como alimentação, emocional, temperamentos, percepções e consciência.

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As diferenças entre as três medicinas vai além dos efeitos e da manipulação (Infográfico: Jaqueline Zanoveli)

Os medicamentos antroposóficos são obtidos da natureza, a partir de substâncias minerais, vegetais ou animais. Nenhum medicamento é feito a partir de substâncias sintéticas nem plantas geneticamente modificadas. Hoje existem cerca de 300 médicos certificados pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA).

A professora Eliane Azzari conta que, desde 1990, utiliza os medicamentos antroposóficos. “Comecei para fins de tratamento de meu filho, devido a alergias e problemas respiratórios como sinusite e bronquite, e acabei adotando para toda a família”. A professora diz que optou por essa medicina devido ao seu custo-benefício. “Sentimo-nos seguros com os remédios, porque os efeitos desejáveis superam quaisquer contra-indicações”, afirma.

Eliane aponta como uma das principais vantagens do uso desse tipo de medicamento o fato de eles tratarem a causa, e não somente o efeito da doença. “Faço um balanço custo-benefício e prefiro, sempre que possível, antroposofia porque fortalece o organismo e o sistema imunológico e previne futuras doenças. Já a principal desvantagem é o preço, que não é muito fácil comprar”.

Diferencial e desafios

Para o médico e presidente da regional de São Paulo da ABMA, Marcos de Castro, o diferencial dessa medicina é a possibilidade de um tratamento conjunto com a medicina convencional. “Se uma pessoa está fazendo um tratamento de câncer, a gente diz para ela continuar, pois a gente associa nosso tratamento para ajudar nos efeitos colaterais. A medicina antroposófica não tem vergonha de fazer um caminho conjunto com a medicina tradicional”, afirma.

Segundo médico, o preço desses medicamentos ainda é uma barreira que tenta ser combatida. “Ainda tem um preço bem salgado”. E afirma que a ABMA tem alguns projetos sociais, em São Paulo, por exemplo,  onde fazem um atendimento mais popular, a um preço de consulta mais barato.” Nós queremos levar a antroposofia para uma classe que não tem condições de pagar uma consulta particular”, finaliza.

Editado Por: Vinicius Tavares

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