Degustador aponta os benefícios da cafeína no Dia Internacional do Café

Por Willian Sousa

Responsável pelo despertar de manhãs sonolentas e também pelas eventuais conversas de corredor, o café é item quase essencial no cardápio de grande parte das pessoas. Seja para acompanhar o pão francês, ou ainda como forma de encerrar um almoço, a bebida possui um ar tão social quanto alimentício, servindo inclusive para prolongar reuniões e/ou encontros amorosos. Dada a sua importância, comemora-se hoje (14 de abril), o Dia Internacional do Café.

(Foto: Kevork Djansezian)
O café melhora a memória, protege o fígado e ajuda no combate à depressão (Foto: Kevork Djansezian)

Porém, uma das dúvidas mais comuns que permeia a bebida tem relação com os principais efeitos da cafeína no organismo. Apesar da crença comum de que faz mal à saúde, inúmeros estudos comprovam que o café pode ser considerado um grande aliado.

“Algumas características já são amplamente conhecidas, como sua ação antioxidante, ação anti-inflamatória e sua capacidade estimulante do sistema nervoso central, responsável pelo aumento do desempenho e energia cerebral”, afirma o degustador de café Clodoaldo Iglezia. Conheça outros benefícios da cafeína:

Melhoria na memória: Ao contribuir para manter o indivíduo alerta, o café favorece a associação de ideias e acelera reações a estímulos sensoriais. Um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins e publicado pela revista americana Nature Neuroscience, testou a memória de 160 pessoas, que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente, durante 24 horas. Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor nos testes do que as que ingeriram placebos. Além disso, entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens “semelhantes” era maior do que os que responderam erroneamente que eram as mesmas imagens.

Proteção ao fígado: O café contribui positivamente para a prevenção de doenças hepáticas. O consumo diário pode prevenir o desenvolvimento da forma mais comum de câncer no fígado, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Califórnia. O estudo, que analisou o consumo de café e estilo de vida de cerca de 180 mil voluntários durante 18 anos, observou que quem bebia três xícaras por dia tinha uma chance 29% menor de ter este câncer em comparação com as pessoas que bebiam menos de seis xícaras por semana. Os voluntários que tomavam mais de quatro xícaras por dia apresentaram um risco 42% menor.

Redução no risco de suicídio e depressão: Já em Havard, estudos associam o consumo do café com a redução de cerca de 50% do risco de suicídio entre homens e mulheres. Isso acontece porque a bebida age como um antidepressivo ao aumentar a produção de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina. Esta premissa também explica as menores taxas de depressão encontradas entre os apreciadores do café, principalmente entre as mulheres, que possuem um índice de manifestação da doença 20% menor do que as que não ingerem a bebida.

Clodoaldo afirma que, entre os principais benefícios, estão o convívio social e a sensação de bem estar. “Gosto dos resultados psicológicos desta bebida, do prazer que ela provoca e do convívio social que ela proporciona. O maior destaque para a sensação de bem estar se dá ao fato de que o hábito de beber café quase sempre é marcado por encontros sociais”, defende.

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