Hospitais da região investem na triagem dos pacientes para agilizar atendimentos

As cores atribuídas aos pacientes na triagem orientam os profissionais da saúde no tempo máximo para o atendimento. (Infográfico: Fernando Corilow)
As cores atribuídas aos pacientes na triagem orientam os profissionais da saúde no tempo máximo para o atendimento. (Infográfico: Fernando Corilow)

Por Fernando Corilow

Ganhar minutos preciosos nos atendimentos emergenciais. Este é o grande objetivo da Classificação de Risco, método de triagem utilizado em pronto-socorros que classifica os pacientes de acordo com os sintomas e histórico de doenças, identificando a prioridade e o nível de urgência dos atendimentos. Recentemente, hospitais de Campinas e região vêm investindo no acolhimento e na triagem dos pacientes, os quais são importantes ferramentas para facilitar e agilizar o trabalho dos funcionários e o atendimento da população.

A Classificação de Risco é um método utilizado já no momento em que os pacientes dão entrada numa unidade de saúde. Eles são submetidos a uma avaliação inicial, normalmente feita por enfermeiros, que levantam informações como sintomas, sinais vitais, intensidade da dor, histórico de doenças etc. A partir dessa avaliação é dado um nível de prioridade no atendimento ao paciente. O conceito básico desta triagem é fazer quem mais precisa esperar o menor tempo possível pelo serviço médico.

Pacientes que já passaram por alguma triagem relatam que o procedimento realmente ajuda na seleção dos casos mais graves para dar prioridade no atendimento. O estudante Jeferson Batista, que passou pela classificação quando teve uma crise de sinusite conta que “a triagem serve para a organização do Pronto Socorro. Ainda mais no serviço público, o qual eu utilizo.” Porém, os relatos com os problemas nos atendimentos nos centros clínicos ainda são muito comuns. A também estudante Marissa Santt conta que já passou pela experiência de ficar mais de três horas esperando pelo atendimento mesmo após a triagem. Batista reforça que “é preciso que o enfermeiro seja atencioso e responsável para não gerar injustiças.”

Visando reduzir as reclamações e os atrasos nos atendimentos, alguns hospitais de Campinas e região vêm investindo na Classificação de Risco. No Centro Médico Campinas, por exemplo, desde dezembro de 2013 é realizado o procedimento com pacientes na clínica médica. Porém, o procedimento ainda não está totalmente implantado, pois há ainda apenas um enfermeiro responsável para a classificação. A coordenadora da parte de enfermagem do Pronto Socorro do hospital, Daluana dos Santos, explica que há o projeto para que a triagem seja aplicada em 100% dos pacientes: “A ideia é ter três enfermeiros antes mesmo de o paciente passar pela recepção.”

Outros dos principais hospitais de Campinas também utilizam algum processo de triagem nos pronto-socorros. O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e o Hospital da PUC-Campinas informaram que fazem a triagem pela Classificação de Riscos. A Casa de Saúde e o Hospital das Clínicas da Unicamp comunicaram que utilizam outros métodos para triagem dos pacientes.

Atualmente, alguns hospitais utilizam especificamente o Protocolo de Manchester, criado em 1997 na cidade inglesa e que classifica o paciente por cores, entregando-lhe uma pulseira que indica o tempo máximo em que o atendimento deve ser realizado (ver infográfico). Hoje, o Protocolo é aplicado em vários países da Europa e também em alguns estados do Brasil.

A supervisora de atendimentos do Hospital Unimed de Americana, Karen Vasconcellos, conta que a triagem pelo Protocolo “expõe menos o paciente ao risco”, pois é possível atender de maneira mais rápida aquele que está em um estado mais grave, o que traz mais segurança aos pacientes. Karen também explica que mesmo em situações com alta demanda de pacientes, como na situação de epidemia de dengue que atinge a cidade de Americana, o hospital consegue fazer a triagem de todos os pacientes: “O objetivo é, por lei, que o paciente chegue e seja atendido imediatamente.”

Melhorias

Alguns equipamentos já foram criados para agilizar o processo de triagem nos hospitais. A ToLife, por exemplo, empresa brasileira que desenvolve tecnologias na área da saúde, criou um software que consegue reduzir o tempo do atendimento inicial de oito minutos para até um minuto e meio. O fundador da empresa, Leonardo Lima de Carvalho, reforça a importância da Classificação de Risco nas unidades de saúde: “É essencial para que os pacientes mais urgentes consigam ser atendidos primeiro, reduzindo os riscos e aumentando a efetividade dos serviços.”

Editado Por: Vinicius Tavares

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