Páscoa é período de atenção para animais domésticos

Por Silvana Carias

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Toddy, o cachorro de Andrea, é um Dachshunh de 12 anos. A família costuma distrair o cão com alimentos que não fazem mal à sua saúde (Foto: Sara Rezende)

Em épocas festivas, a dificuldade dos donos apaixonados pelos seus pets em resistir aos olhares pedintes dos animais aumenta. “Quando estamos comendo o chocolate, costumo fazer um prato de ração com pedaços de carne ao molho, próprio para cães. Assim, ele fica satisfeito e saudável e a gente não se sente tão culpado’’, conta Andrea Rodrigues, dona de Toddy.

O problema em cães e gatos ingerirem o chocolate está na teobromina, substância presente no cacau que pode causar intoxicações, vômitos e diarreia nos pets. Em casos de ingestão excessiva com alta concentração de cacau, os sintomas são mais graves como tremores musculares e hemorragias. A médica veterinária Mônica Rossetto explica que a quantidade para intoxicação varia de acordo com o tipo de chocolate. 14 gramas de chocolate meio amargo, por exemplo, é suficiente para provocar uma intoxicação em um cão de 2 kg. ‘’Por mais difícil que seja resistir a carinha de coitado do bichinho, é preciso ser firme. O chocolate deve ser alvo de atenção para os animais de estimação’’, explica.

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O aumento da produção e especialização do mercado pet criou inúmeras opções de alimentos para os animais de estimação (Foto: Bianca Benício)

Simone Andrade, proprietária de um Pet Shop há 3 anos, acredita que ainda há muita gente mal informada. ‘’O problema não é só a falta de conscientização e sim a falta de orientação. Sempre tem gente que não sabe esse tipo de coisa’’, conta.

Com o avanço da produção e diferenciação do mercado pet atualmente, existem inúmeras alternativas. ‘’ Hoje em dia existem muitos petiscos feitos com aroma de chocolate para enganar o olfato dos pets’’, comenta Simone.
Para uma páscoa com pets saúdaveis, Mônica Rossetto deixa a dica. ‘’Uma opção para incluir os animais na folia de doces na páscoa, é comprar guloseimas exclusivas para animais que possuem fórmulas não prejudiciais à saúde deles. É importante lembrar que os excessos devem ser evitados’’, finaliza.

Editado por Willian Sousa

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