Estudo analisa o judô como prática esportiva para deficientes visuais

Por Carolina Dias

O judô é um esporte de origem oriental e que no Brasil assume características próprias. Os personagens, no estudo abordado, são alunos com deficiência visual. A ideia de verificar as práticas pedagógicas utilizadas por professores no ensino do judô para pessoas com deficiência visual foi tema de dissertação da professora de Educação Física, Gabriela Simone Harnisch junto ao Laboratório de Atividade Física Adaptada, do Departamento de Estudos de Atividade Física Adaptada da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp.

Foto: Divulgação
(Foto: Divulgação)

Tudo começou com a escassez de literatura e esclarecimentos sobre o assunto, quando, durante a graduação, a professora recebeu um aluno com deficiência visual nas aulas de judô e teve muita dificuldade em ensinar e compreender o comportamento do aluno.

O judô para pessoas com deficiência é uma modalidade que envolve poucas adaptações em relação à convencional e que por ser de curta distância, ou seja, de contato contínuo, é mais fácil de ser praticada por pessoas com deficiência visual, em relação às outras. “Mas, isso depende, fundamentalmente, de outros fatores, como a oportunidade de prática, a motivação e as boas instruções”, ressalta a autora.

A professora considera fundamental levar em consideração as experiências anteriores de cada aluno para que ele possa se desenvolver. Isso depende, também, do professor, uma vez que, nesse público, os estímulos, deverão ser substituídos por outros mais aguçados como o auditivo e o tátil, inclusive associando-os à utilização de materiais e espaços.

Questionada sobre o futuro, Gabriela Harnisch espera poder divulgar a pesquisa completa para os professores de judô paralímpico no Brasil, já que a pesquisa fornece alguns subsídios para a intervenção junto às pessoas com deficiência visual e ampliar as discussões que envolvem a modalidade, contribuindo, assim, para o ensino do judô no Brasil.

Foto: Divulgação
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“Conforme o senso do IBGE de 2010, no Brasil existem cerca de 35 milhões de pessoas com deficiência visual dos quais 6,5 milhões possuem cegueira, que caracteriza a completa falta de visão. Para essas pessoas, que enfrentam barreiras nas atividades cotidianas e motoras, a educação física tem importante papel na promoção da integração social”, conclui a professora.

Editado por Willian Sousa

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