Professores da rede estadual realizam manifesto no centro de Campinas

Por Renata Rosica

Desde às 14h30 da tarde desta quinta-feira (26) cerca de quinhentos professores segundo a Apeoesp, e cem segundo a PM, realizaram assembleia no Largo do Rosário em Campinas para avaliar a greve que começou em todo o estado no dia 16 de março. Segundo a Apeoesp de Campinas, 40% da rede está parada na cidade. Em Paulínia, Valinhos, Vinhedo e Jaguariúna a paralisação atinge 90%. No estado 65% da rede está parada. A categoria reivindica reajuste salarial de 75,33%, atenção à categoria O, respeito à jornada de trabalho e contra o fechamento de salas de aula.

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Professores estaduais se juntam aos servidores municipais em campanha salarial ( Foto: Martha Raquel Rodrigues)

Luciana Helena Paes, conselheira estadual da Apeoesp Campinas explica que a defasagem no salário dos professores da rede estadual chega a 75% quando comparado a outras categorias com nível superior, segundo estudos do Dieese. “O governador alega que não tem dinheiro para os professores, não paga nem a inflação do ano, mas aumentou seu próprio salário e de seus secretários em 20% no mês de fevereiro. O governador Geraldo Alckmin não respeita o piso salarial nacional, que é de R$ 1.917,78 nem a Lei da jornada, que exige que o professor use 1/3 de seu horário de trabalho para trabalhos internos de reciclagem, estudos e planejamento. ”

Ainda segundo Luciana, em Campinas cerca de 200 salas de aula foram fechadas. “Temos salas que tem que comportar 65 alunos, isso inviabiliza o trabalho do professor e desagrada mais ainda os alunos.” Os professores pedem ainda o fim da quarentena dos temporários, a Categoria O, que têm contratos de trabalho de dois anos, mas são obrigados a ficar duzentos dias parados para poder assinar um novo contrato.

Depois da assembleia os professores se dirigiram às escadarias da prefeitura para se solidarizarem com os servidores municipais que iniciaram hoje sua campanha salarial.

Luciana e mais 7 professores se deslocaram até a capital esta noite para uma vigília na Secretaria Estadual de Educação que acontece desde ontem (25). Amanhã uma assembleia dos professores da rede estadual decidirá o futuro da greve, a partir das 14 horas no vão livre do Masp em São Paulo.

Editado por Willian Sousa

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