Pesquisa mostra que professores querem dar aula na mesma escola. Em Campinas, não é diferente.

Por Rafaella Cassia

Dar aula não é nada fácil, e alguns fatores do cotidiano influenciam de forma negativa a educação dos alunos. A educadora Rosana Lirman dá aula há 15 anos em escola pública  é quem afirma. A profissional ainda acrescenta “o mais difícil é a falta de disciplina dos estudantes. Eles não se interessam pelas aulas”.

A professora diz que o dia a dia é bastante complicado e delicado, mas que o amor pelo que faz é essencial para continuar dando aula. “Tem que gostar. Quando vejo meus alunos se tornando alguém na vida, fico muito feliz, pois sei que fiz parte do processo para ele chegar onde está”, explica.

De acordo com a pesquisa “A visão dos professores sobre a educação no Brasil”, da Fundação Lemann Conselho de Classe, e realizada pelo IBOPE Inteligência e pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro), o que mais influencia o cotidiano nas salas de aula é a falta de acompanhamento psicológico para quem precisa, mencionada por 21% dos entrevistados. Em segundo lugar, a indisciplina foi citada por 14% dos ouvidos, seguida por defasagem de aprendizado com 12%, e baixa remuneração com 9%.

Pesquisa aponta a visão dos professores sobre a educação brasileira (Arte: Rafaella Cassia)
Pesquisa aponta a visão dos professores sobre a educação brasileira (Arte: Rafaella Cassia)

A pesquisa ainda mostra os fatores que trazem satisfação aos educadores. A contribuição para o aprendizado foi o mais indicado pelos entrevistados, com 72%, seguido por responsabilidade social, com 65%, oportunidade de aprendizado e convívio com a equipe da escola, ambos com 54%.

Sobre o futuro dos professores, a pesquisa aponta que daqui cinco anos 57% dos que foram ouvidos pretendem continuar dando aula na mesma escola, 12% querem continuar dando aula, mas em outra instituição de ensino, 9% desejam se aposentar e 5% almejam o cargo de direção e, com o mesmo percentual, estão os que pretendem mudar de função.

Ao ser informada sobre a pesquisa, Rosana diz que daqui cinco anos pretende estar como a maioria ouvida na pesquisa: continuar lecionando na mesma escola, mas não concorda com uma parte: “o baixo salário dos professores não deve atrapalhar os alunos, eles não têm culpa”, contesta.

A pesquisa ouviu 1.000 professores do Ensino Fundamental (I e II) da rede pública nas áreas urbanas do Brasil, sem especificar quais. As entrevistas ocorreram no segundo semestre de 2014 e foi divulgada no dia 06 de março de 2015, no site do IBOPE.

Editado por Willian Sousa

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