Dia Internacional da Síndrome de Down reúne amigos e familiares em caminhada pela inclusão

Na manhã de ontem (22), aconteceu a 4 Caminhada pela Inclusão, na Praça Arautos da Paz, na Lagoa do Taquaral, promovida pelo Centro de Educação Especial Síndrome de Down. Com o slogan “Eu faço parte”, o evento faz referência ao Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, e busca conscientizar a todos sobre a importância da inclusão das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho. Participaram da organização do evento também a Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa Com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas e a agência Lado B Comunicação.

Foto: Bárbara Cardozo
Caminhada reuniu familiares e amigos em prol da inclusão (Foto: Barbara Cardozo)

De acordo com Luiz Gustavo Vargas, sócio-diretor da agência Lado B Comunicação, a quarta edição da caminhada reuniu aproximadamente 2000 pessoas, entre crianças e adultos com Síndrome de Down, familiares, amigos e pessoas que aderiram à causa. Vargas comenta que a ideia de organizar uma caminhada surgiu pela falta de verba do CEESD para organizar outros tipos de evento, como jantares, e que ela consegue chamar a atenção para a causa sem exigir grandes gastos. “A caminhada cresceu muito desde a sua primeira edição, que  teve a participação de mais ou menos 100 pessoas. O evento é organizado apenas com doações e participações voluntárias”, explica.

A família de Tatiane dos Santos participa pela primeira vez da caminhada e também reconhece a importância do evento. A ex-cabeleireira, que largou a profissão para se dedicar exclusivamente aos cuidados do filho Lucas, de 1 ano, conta que descobriu apenas na hora do nascimento que o bebê tinha Síndrome de Down. “Foi um susto. Se eu tivesse mais informações sobre a Síndrome de Down na época, talvez isso pudesse ter me tranquilizado um pouco”.

Tatiane comenta que Lucas nunca sofreu nenhum tipo de preconceito e que pretende matricular o filho em escola regular, para que ele se acostume a ser tratado como todas as outras crianças e nunca seja visto como diferente. “O que me incomoda são os rótulos dados pelas pessoas, que acham que quem tem Síndrome de Down é dócil. Quando o Lucas quer ficar bravo ou fazer birra, ele também faz, como qualquer outra criança”.

Foto: Bárbara Cardozo
Tatiane dos Santos levou o filho Lucas, de 1 ano, e a família para participar pela primeira vez da caminhada.

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