Moda do desapego impulsiona brechós nas redes sociais

Página na rede social, com mais de 4 mil participantes
Página na rede social, com mais de 4 mil participantes (Foto: Reprodução Facebook)

Por Joycy Cintra

São grupos com mais de 4 mil participantes, que compram e vendem de tudo na internet. A preços atraentes, mulheres e homens publicam o que querem vender e limpam seu guarda-roupas. Mas é preciso ficar de olhos abertos para que a facilidade não vire dor de cabeça.

A corretora de seguros Gabriela Gianoni já está acostumada com a rotina de comprar e vender itens usados no grupo de desapego em que participa na internet. “Amo participar das vendas, há alguns dias comprei duas calças que não me serviram. Já coloquei à venda de novo, pelo mesmo valor”, diz a jovem de 21 anos.

Porém, a preocupação é grande com possíveis problemas. A corretora é sempre precavida quando resolve comprar algo. “Procuro encontrar as meninas em lugar público e com bastante gente”, confessa Gabriela, que participa do grupo numa rede social à cerca de seis meses.

Algumas peças compradas por Gabriela (Foto:Gabriela Gianoni)
Algumas peças compradas por Gabriela (Foto:Gabriela Gianoni)

Esses grupos, chamados de desapego, funcionam como um brechó online, e que faz sucesso na rede.  Vanessa de Jesus também é adepta da moda do desapego. “Estes grupos são fascinantes, já comprei diversas coisas e vendi praticamente tudo que eu não usava mais e acabava ocupando espaço no guarda-roupas”, diz Vanessa.

Como administradora desses grupos, Monique Bianchini diz que já viu de tudo sendo anunciado. “Já anunciaram uma arma de choque. A pessoa me perguntou se podia e eu não vi problema”, ela conta, aos risos.

Mas é preciso ter muito cuidado com esse tipo de compra que, por não ser regulada, não tem proteção alguma em caso de fraude ou golpe. Segundo Claudia Xavier, coordenadora de comunicação do Procon Campinas, se não houver loja regulamentada, mesmo na internet,  não há o que fazer pela defesa do consumidor que se sentir lesado. “Como não há empresa, não temos como autuar. Aí vira caso de polícia”, diz Xavier.  Neste caso, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

 As regras dentro de cada grupo são criadas pelos próprios participantes, que entram em consenso sobre o que pode ou não. “Não tem nada que não possa anunciar, a única regra é por preço e tamanho nas peças. Inclusive as reservas”, alerta Monique.

As negociações são diretas entre comprador e vendedor e nem sempre amigáveis. “Às vezes dá algumas encrencas, mas deixamos elas se resolverem. Nós (administradores) não nos envolvemos nas negociações. É tudo resolvido por eles”, diz a dona de casa.

Claudia reforça a importância de saber de quem você esta comprando. “O Procon Campinas sempre alerta para o consumidor nunca fazer depósito em conta de pessoa física”, afirma a coordenadora.

Editado por Willian Sousa

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