Greve dos professores tem adesão de 23% dos profissionais de Itapira

Por Bárbara Demarchi e Marília Alberti

Cerca de 50 professores das Escolas Estaduais de Itapira, interior de São Paulo, não compareceram ao trabalho na manhã de hoje. Os docentes reivindicam, principalmente, melhores condições de trabalho, aproximadamente 75% de aumento de salário, redução de 40 para 25 alunos por sala, conversão do bônus em reajuste salarial e garantia de direitos aos profissionais temporários.

Escola Estadual Antônio Caio, a primeira fechar as portas na tarde de ontem (Foto: Site Cidade de Itapira)
Escola Estadual Antônio Caio, a primeira fechar as portas na tarde de ontem (Foto: Site Cidade de Itapira)

A paralisação teve início na tarde de ontem quando um grupo de educadores se reuniu no Espaço Cidadão, em Mogi Mirim, e se dirigiu em passeata até à Diretoria Regional de Ensino, também na cidade. Sem respostas, alguns dos profissionais, apoiados pela Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOSP), optaram por entrar em greve.

“A paralisação é o fim de um processo. Nosso sindicato negocia com o governo há anos e as mudanças sempre são postergadas. Para piorar, este ano, com o argumento da crise financeira, mais de 2 mil salas de aula foram fechadas, as classes estão superlotadas e falta material para trabalharmos”, diz Leandro Sartori, professor da Escola Estadual Antônio Caio.

Professor Leandro Sartori, que aderiu à paralisação (Foto: Reprodução do Facebook)
Professor Leandro Sartori, que aderiu à paralisação (Foto: Reprodução do Facebook)

Para Lívia Costa, aluna do 9º ano da escola Antônio Caio, a situação pode ser tanto benéfica quanto maléfica. “Ter que ficar sem aula é ruim, afinal, interrompemos a matéria e dificilmente vamos recuperar o tempo que estamos perdendo, mas se os professores conseguirem o que querem, nós seremos os mais beneficiados. Eles lutam por nós, alunos”, diz.

Em todo o estado de São Paulo cerca de 20% dos docentes já aderiram à paralisação, segundo a APEOSP. O sindicato agendou uma assembleia para esta sexta-feira, dia 20, e diz não ter uma previsão para a normalização da categoria.

Nossa equipe entrou em contato para saber quais e quantos docentes estão em greve. Confira a lista abaixo:

  • Escola Estadual Professor Pedro Ferreira Cintra: 2, de 68 professores, aderiram a greve.
  • Escola Estadual Antônio Caio: 27, de 45 professores, aderiram a greve
  • Escola Estadual Prefeito Caetano Munhoz: 6, de 40 professores, aderiram a greve.
  • Escola Estadual Professor Cândido de Moura: 10, de 30 professores, aderiram a greve.
  • Escola Estadual Benedito Flores de Azevedo: 4, de 36 professores, aderiram a greve.
  • Escola Estadual Professor Fenizio Marchini: não quis se pronunciar à respeito.
  • Escola Estadual Dona Elvira Santos de Oliveira: não quis se pronunciar à respeito.

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