Uma em cada três mulheres já sofreram algum tipo de abuso, diz pesquisa

Por Mona Carolina

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Pesquisas revelam o crescimento de variados tipos de violência (Foto: Shutterstock)

 

Mesmo com a existência e vigor da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) – uma das conquistas mais significantes na história da mulher brasileira no ano de 2006 –  o índice de violência contra as mulheres ainda é muito alto. De acordo com o relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU), em todo o mundo, pelo menos uma em cada três mulheres já foi espancada, coagida a ter relações sexuais ou sofreu abusos de algum tipo.

Mas as violências não param por aí, segundo uma pesquisa do Instituto Avon/Data Popular, realizada em dezembro de 2014, 78% das mulheres já foram assediadas em locais públicos e 95% disseram que já levaram tapas ou socos. Além disso, um terço das mulheres já foi xingada ou impedida de usar determinada roupa. As pesquisas revelam o crescimento de variados tipos de violência, entre violência física, sexual, psicológica e emocional.

Marina Vitalle é estudante de fisioterapia e conta que nunca sofreu uma agressão física, mas inúmeras vezes foi agredida verbalmente. “Nunca fui agredida fisicamente, ou seja, eu nunca cheguei apanhar de ninguém, nenhum parceiro. Mas eu já sofri muito com agressões verbais.”

A advogada Maria Bernadete de Oliveira aconselha que a mulher denuncie qualquer tipo de agressão. “O desafio para uma sociedade com menos violência é denunciar e expor os agressores. Para denunciar, basta ir a qualquer delegacia e fazer um Boletim de Ocorrência contra o agressor. É algo rápido, que pode mudar até mesmo a vida de uma pessoa.”

O prazo de análise e concessão do pedido é de 48 horas. Após seis meses à realização do BO, pode ser feito um pedido de processo criminal, no qual será aberto um inquérito policial que irá apurar a denúncia ouvindo a vítima, o agressor e as testemunhas.

Existe também a possibilidade de pedir apoio na Central de Atendimento à Mulher, basta ligar 180. Funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional.

 

Editado por Bruna Gomes

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