Campineiro da Seleção Brasileira de Rugby vai ‘buscar o inimaginável’ no Sul-Americano em abril

Por Letícia Oliver

Para conquistar um título inédito para o Brasil em um esporte que vem crescendo no país nos últimos anos, o campineiro Lucas Abud afirmou que a Seleção de Rugby está preparada para encarar o desafio contra o Uruguai no dia 18 de abril, na estreia do time pelo Campeonato Sul-Americano. O horário e local ainda serão definidos pela Consur (Confederação Sul-Americana de Rugby).

Luiz Pires FOTOJUMP
Lucas Abud, 21, atuando pela Seleção Brasileira de Rugby (Foto: Luiz Pires/FOTOJUMP)

“Estamos com um treinador novo que tem conseguido gerar grandes mudanças do time, sendo vistas claramente durante nossa viagem preparatória. Nosso jogo evoluiu muito em pouco tempo de treino e com certeza estamos melhores e mais preparados do que no ano passado. Vamos buscar o inimaginável, mesmo sabendo da dificuldade”, declarou o atleta, que joga como pilar, na linha de frente do time.

Abud cursa o terceiro ano de Educação Física na PUC-Campinas e joga pelo SPAC (São Paulo Athletic Club), um dos mais tradicionais clubes esportivos da capital paulista. Ele atua na forma Rugby Union, popular pelo mundo, dentro da modalidade XV (com 15 jogadores de cada lado).

O torneio continental é uma preparação para as eliminatórias que começam daqui dois anos, em busca de uma vaga no Mundial em 2019, no Japão. Este ano o Brasil não conseguiu se classificar para a competição, que será disputada na Inglaterra. No Sul-Americano, os tupis ainda terão que enfrentar as seleções do Chile e do Paraguai na primeira fase do campeonato. No ano passado, o Brasil terminou na terceira posição.

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Execução do Hino Nacional; Lucas Abud (centro) leva as mãos ao peito (Foto: Tárlis Schneider-Acurácia/FOTOJUMP)

O INÍCIO

O esporte está na vida de Lucas desde 2007, quando ele tinha apenas 13 anos de idade. “Assisti um jogo na TV e na mesma hora tive certeza que era o que eu queria”. A decisão aparentemente precoce poderia ser só mais um sonho de menino, mas hoje, aos 21, o atleta de Campinas que representa o Brasil em competições nacionais e internacionais de rugby, é o exemplo de um sonho que se tornou realidade.

OLIMPÍADAS RIO 2016

Depois de 92 anos, o rugby está de volta. Em fevereiro do ano passado, a International Rugby Board (iRB) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmaram o retorno da modalidade para as Olimpíadas Rio 2016, que acontecerão na capital carioca a partir de agosto do próximo ano. A última vez que o esporte esteve nos Jogos Olímpicos foi em 1924, em Paris.

Apesar de não integrar a modalidade olímpica denominada Sevens (disputada com sete jogadores), Abud reconhece o ganho para o esporte em participar de uma competição de alto nível. “A importância é gigante. Tem atraído muitos patrocinadores e foi bom ter uma modalidade de rugby incluída nas Olimpíadas, mesmo que não a minha. Eu treino com eles e os benefícios são para ambos”, declarou.

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Amistoso entre Brasil e Paraguai; atletas reunidos no gramado (Foto: Paulo Tibola/Portal do Rugby)

HAKA E OS ALL BLACKS

“Acho incrível, os caras são sensacionais, o rugby está na veia deles!”. A seleção neo-zelandesa é considerada a mais tradicional equipe de rugby do mundo. Foi na Copa do Mundo em 2007, em uma partida contra Portugal, que Lucas se viu admirado com o esporte. Mas engana-se quem pensa que foram os favoritos que chamaram sua atenção. “O placar era de 80 a 0 para a Nova Zelândia, mas o que me encantou no esporte foi ver o time de Portugal. Mesmo sem chances de vitórias, os portugueses continuaram lutando até o final”, lembrou.

Para intimidar os adversários, os chamados “All Blacks” realizam a perfomance do haka, uma dança de guerra antiga da tradição mãori e que demonstra vigor, força e unidade de uma tribo.

Pisadas violentas no chão, saliência de língua e tapas no corpo em ritmo para acompanhar o alto cântico são algumas das ações mais comuns para desafiar os oponentes no campo esportivo. “Não é só uma dança, é uma forma de sentir a força de seus ancestrais,mas obviamente o haka não faz milagres. A seleção é muito boa tecnicamente”, avaliou.

Confira abaixo a perfomance do Haka, praticada pela seleção neo-zelandesa:

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