Relatório final sobre CPI dos trotes é entregue ao Ministério Público

Por Bruna Gomes

Sessão realizada em Campinas, na última segunda-feira, dia 9.
Sessão realizada em Campinas, na última segunda-feira, dia 9. (Foto: Bruna Gomes)

O relatório final da CPI das violações de direitos humanos nas universidades de São Paulo foi entregue ontem, dia 11, ao Ministério Público – órgão que irá avaliar e decidir quais medidas serão tomadas em relação às denúncias colhidas nos depoimentos. O vereador Pedro Tourinho (PT),  que promoveu a comissão em Campinas, explicou, em entrevista exclusiva ao Digitais, no último dia 9, após a última sessão na cidade, quais os próximos passos que a CPI deverá seguir para a conclusão do caso dos trotes. Confira abaixo:

Sessão aberta ao público

A última sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em Campinas sobre violações de direitos humanos nas universidades do estado de São Paulo contou com a presença de apenas dois dos 17 convocados, entre alunos e professores, para prestarem depoimento na Câmara de Vereadores da cidade na última segunda-feira, dia 9. Na sessão, oito justificaram a ausência por terem conseguido habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que garantia o direito de não serem presos por falso testemunho e desobediência, mas a decisão judicial não liberava os convocados de prestar depoimento à CPI.

Os dois estudantes, que compareceram e prestaram depoimento, foram membros da Associação Atlética de Medicina da PUC-Campinas, em 2012 e 2013. Eles, cujas identidades não podem ser reveladas, estavam entre os quatro esperados para esta segunda. Sobre as acusações de envolvimento nos trotes violentos, eles negaram participação, porém uma aluna de medicina da PUC-Campinas, que já havia prestado depoimento antes e que também teve a identidade preservada, foi até a bancada para confirmar algumas denúncias, negadas pelos outros dois estudantes. Confira no áudio um trecho do depoimento da depoente.

Sobre a CPI

A comissão foi criada em 16 de dezembro de 2014, após denúncias que ocorreram na Faculdade de Medicina da USP. Iniciativa da Assembleia Legislativa, a CPI tem como objetivo tornar o trote crime de tortura, além de identificar pessoas envolvidas nos casos de violência. Ao todo, o processo de investigação e recolhimento de depoimentos durou, aproximadamente, dois meses e realizou e 37 audiências. O vereador Pedro Tourinho (PT), em entrevista para o Digitais, explicou no áudio abaixo um pouco mais sobre a comissão.

 

Editado por Ana Carolina Pertille

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s