Casas comunitárias promovem cultura em Jundiaí

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A junção de instrumentos e pessoas faz com que a diversidade seja vivida (Foto: Gabriel Santos)

Por Bárbara Pianca

Em uma sociedade onde palavras como “sustentabilidade” e “compartilhamento” estão cada vez mais presentes, as “casas comunitárias” surgem com o mesmo objetivo: trazem ideias alternativas de cultura e organização social.

Os jundiaienses, que vivem a 40 km de Campinas, ultimamente têm apreciado muito esse tipo de intervenção cultural. São eventos de todos os tipos, de exposições artísticas a shows dos mais variados estilos, brechós diários e mostras de cinema. Tudo em busca da propagação da cultura de forma acessível.

Felipe Zanoni, de 22 anos, faz parte da organização de uma das casas comunitárias de Jundiaí. Sendo um dos idealizadores da ideia, a Casa Colaborativa, localizada no bairro Vila Arens, procura a diversidade do que acontece na cidade do interior. “Sempre identificamos temas e assuntos relevantes, pertinentes ao contexto onde estamos inseridos. Procuramos levar em consideração a necessidade de suprir o que a população e frequentadores do espaço querem, gostam e procuram”, comenta.

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Dança de todos os tipos animam a Casa493 (Foto: Gabriel Santos)

Perfis dos mais variados estilos formam o público das casas colaborativas. O estudante de Publicidade e Propaganda, Conrado Rosin, acredita que esse é o principal responsável pelo sucesso das casas. “Cada vez que vou a algum evento, seja ele a exibição de um documentário ou o ensaio aberto de uma banda, a galera que aparece lá pertence, cada um, a uma tribo diferente, mas todos procuram pela cultura das mais variadas linguagens”, diz Conrado.

Além da Casa Cobalorativa, presente na cidade há um ano e meio, a Casa493 é a mais nova na região. Renato Triple, de 26 anos, vê a importância da ação como uma forma de aproximação: “O contato com a população da cidade torna isso real. É um benefício comum, todos ganham. Tanto quem é atingido pela cultura em diferentes vertentes, quanto quem a faz como arma de revolução”.

Os alicerces culturais das casas são mantidos de várias formas, seja por doações, pela venda de peças, livros ou discos nos brechós realizados nas casas ou pelo famoso “pague quanto vale”, incentivado pelos organizadores da Casa Colaborativa, “afinal, arte é trabalho e dá trabalho”, complementa Zanoni.

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Um dos corredores que formam a Casa493 (Foto: Gabriel Santos)

Por trabalhar com a opção de entradas gratuitas ou a preços populares, toda ajuda é bem vinda, seja lavando louças da casa, topando se apresentar nos eventos gratuitamente ou mesmo na divulgação.

Luísa de Sousa, estudante de Jornalismo, conta que conheceu a Casa493 pelo boca a boca e que desde então tem ajudado a casa, mesmo que indiretamente. “Uma amiga achou a fanpage deles no Facebook, contou para outra amiga que foi até à Casa e me contou. Acho que essa forma de divulgação dá muito resultado”, opina.

Gerando novas experiências e reflexões, favorecendo e estimulando a produção artística e cultural da cidade, as casas comunitárias atingem públicos inesperados, criando novos moradores e um fã-clube do compartilhamento de ideias.

Serviço:

Casa493 – Rua Conde de Monsanto, 493, Vianelo – Jundiaí, SP

Casa Colaborativa – Rua Dr. Almeida, 81, Centro – Jundiaí, SP

Editado por Willian Sousa

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