Currículos convencionais não serão mais utilizados dentro de cinco anos

Por Marília Gabriela Simão

O currículo no formato tradicional, como conhecemos, está com os dias contados. Em 2020, não existirão mais currículos .doc (formatados no Word) ou até mesmo os impressos. A informação foi divulgada pela empresa paulistana Conquest One, especializada em outsourcing (serviço para desenvolver uma certa área de outra empresa) de serviços e produtos de tecnologia da informação no Brasil. O motivo é que a expansão das redes sociais e a mobilidade já mudaram a forma como as pessoas se relacionam e procuram emprego, por serem dinâmicas e permitirem que profissionais atualizem seus perfis constantemente.

Nathan Prada, 24, é administrador de empresas e trabalha como consultor de relacionamento em uma empresa de serviços de orientação profissional em Campinas. Ele afirma que esse processo de mudança do manual para o tecnológico é uma estratégia inteligente para conhecer mais os profissionais e estar a par de suas evoluções. “Com o tempo as empresas perceberam que somente um papel com características e histórico de uma pessoa não definiam com precisão o perfil dela. Ficava uma lacuna que só o cotidiano e as experiências poderiam preencher; e muitas vezes, não o preenchia de uma forma positiva.”. O administrador acrescenta que o desafio está em alinhar os antigos métodos de seleção com a ferramenta da mídia social. “Sabendo usá-la, a seleção se torna até mais tranquila para o responsável da vaga, já que dispõe de muita informação para sua análise.”

O administrador ainda afirma que, apesar de as redes sociais ajudarem no processo de contratação, é preciso tomar cuidado com as publicações, pois a superexposição da vida pessoal pode desconsiderar uma pessoa como candidata a uma vaga de emprego. Ouça a explicação no áudio abaixo.

Atualmente, diversos sites permitem que empresas cadastrem as vagas de emprego e estágio disponíveis, como Vagas.com.br e Companhia de Talentos. Porém, apenas um atua como rede social com objetivo exclusivamente profissional: o LinkedIn (já falamos sobre ele no Digitais, aqui).“O LinkedIn é um ‘Facebook profissional’. Ele surgiu para satisfazer esse nicho de mercado na internet, afastando o perfil pessoal do perfil profissional. A ferramenta funciona como um currículo online, porém mais completo, pois permite que colegas de trabalho possam lhe recomendar para alguma empresa em alguns quesitos técnicos, como por exemplo, capacidade de liderança e habilidades de negociação. Quesitos esses que em um currículo convencional, vagamente são notados. Quanto mais conexões e recomendações profissionais tiver o LinkedIn, assim como as informações básicas completas, mais fácil é de se analisar o perfil da pessoa” explica Prada. A grande vantagem é que em qualquer uma dessas plataformas, as informações podem ser atualizadas de acordo com a necessidade.

Danilo Vieira, 25, é formado em Propaganda e Marketing, trabalha na Heineken há três meses e conseguiu o emprego através de sua conta no LinkedIn. Ele conta que foi aconselhado a criar um perfil e já acreditava no potencial da ferramenta. “Eu acompanhava algumas pesquisas que diziam que a contratação pelo LinkedIn estava crescendo, mas só me cadastrei quando minha chefe me aconselhou, que podia ser muito importante. Isso há uns três anos. Os contatos começaram há quatro meses, quando fui chamado para trabalhar na Heineken. Em seguida, fui contatado pela Apple e por uma empresa na Tailândia”, conta. Vieira ainda conta que acredita no potencial da internet e das redes para o mercado profissional. Ouça um trecho da entrevista.

Editado por Bruna Gomes

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