A tecnologia no combate à epidemia

Por Alessandra Xavier

A situação da cidade de Limeira mudou bastante do ano passado para esse ano. Com apenas 17 casos de dengue confirmados nos dois primeiros meses de 2014, em 2015 já são mais de 2000 casos, além de uma morte confirmada e uma morte suspeita, ainda sendo investigada, segundo a Secretaria de Saúde. Com a epidemia aumentando rapidamente (em média de 100 novos casos por dia), a Prefeitura decidiu inovar e investir na tecnologia para combater a doença. Os “drones” já são utilizados desde janeiro e servem para ajudar a identificar criadouros do mosquito Aedes aegypti em locais onde os agentes de combate não têm acesso, como imóveis fechados e áreas muito extensas.

Foto: Divulgação
O equipamento é alugado pelas prefeituras e deve ser utilizado até o controle da epidemia (Foto: Drone da Prefeitura de Mogi Mirim)

A iniciativa incentivou outras cidades a investirem nesse meio novo de combate à dengue. Mogi Mirim, que já tem quase 900 casos confirmados e que também está com epidemia, segundo a Secretaria de Saúde, começou na última quinta-feira (26/02) a usar os “drones” para evitar o avanço da doença.

Porém, esse método está gerando opiniões divergentes entre os  moradores. Para a limeirense Luiza Pucci, “investir em tecnologia é ótimo e acaba sendo mais um aliado. No entanto, não adianta nada ter um número de agentes combatentes baixo. Sessenta pessoas para uma cidade como Limeira, que, além de tudo, está com epidemia, é pouquíssimo”. Já Marcelo Zorline, de Mogi Mirim, aprovou o uso do “drone” e afirmou que se sente mais seguro e tranquilo sabendo que os lugares de difícil acesso para os agentes agora vão poder ser vistoriados com a ajuda da tecnologia.

Veículo aéreo não tripulado

Foto: Jae C. Hong / AP File
Alguns “drones” permite acoplar câmeras para registro de imagens (Foto: Jae C. Hong / AP File)

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os “drones” são considerados uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), ou seja, há um piloto remoto responsável pela operação segura da aeronave, que fazem parte do grupo dos Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANTS).

Os VANTS têm se popularizado ao redor do mundo nos últimos anos diante de seu baixo custo e maior autonomia de voo. Suas aplicações vão desde o controle e fiscalização do espaço aéreo e do território federal, ao monitoramento ambiental, de transito, patrimonial, avaliação de catástrofes, segurança pública, suporte aéreo para busca e salvamento e vigilância marítima, aérea e terrestre, informou a Anac. Segundo a Agência Nacional, o maior problema é a escassez da regulamentação para pilotar esse tipo de aeronave, o que permite que qualquer um possa obter um “drone”, por exemplo.

Editado por Willian Sousa

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