Ciclismo pode aumentar chance de câncer de próstata

Por Verônica Miranda

(Créditos: Divulgação/Novembro Azul)
(Créditos: Divulgação/Novembro Azul)

5511999212977-1414755300Um estudo descobriu ligação entre o excesso de ciclismo e a chance de desenvolver câncer de próstata entre homens com mais de 50 anos. O estudo foi idealizado por pesquisadores da universidade College London, a partir de um levantamento realizado entre 2012 e 2013, participando 5.282 ciclistas. Eles foram acompanhados em relação às chances de desenvolverem problemas como impotência sexual, infertilidade e câncer de próstata.

Os resultados da pesquisa indicaram que ciclistas com mais de 50 anos que pedalavam menos de 3 horas e meia por semana tinha 0,6% de chances de desenvolver o câncer de próstata. Enquanto os que pedalavam mais de 8 horas e meia por semana, o índice chegou a 3,5% de probabilidade.

Entenda melhor com o infográfico:

Dados mostram que duração de ciclismo pode aumentar as chances de câncer de próstata. (Créditos: Verônica Miranda)
Dados mostram que duração de ciclismo pode aumentar as chances de câncer de próstata. (Créditos: Verônica Miranda)

“Essa descoberta não prova relação de causa e efeito. E eu simplesmente não estou convencido de que o ciclismo de fato cause maior incidência de câncer de próstata”, afirmou em texto publicado no portal Live Science, Dr. David Samadi, urologista do Hospital Lenox Hill de Nova York. Segundo ele, passar muito tempo sobre a bicicleta causa pressão em certas áreas da próstata. Isso causaria o aumento dos níveis da enzima PSA na corrente sanguínea. A alta concentração dessa enzima no sangue é um dos indicadores usados por médicos para diagnóstico do câncer de próstata. Então, a maior presença de PSA no sangue de ciclistas que pedalam mais pode estar facilitando o diagnóstico da doença entre eles.

Os pesquisadores alegam que “A ligação direta entre câncer de próstata e tempo passado na bicicleta oferece uma nova perspectiva no estudo das causas da doença e exige maiores investigações”. Por enquanto a ligação entre o ciclismo e o câncer de próstata, levantada pelo estudo, é tratada com cautela por ainda não haver comprovações definitivas.

Marcelo Bueno à frente e o grupo Campinas Bike Clube ao fundo. (Crédito: Campinas Bike Clube/ Arquivo Pessoal)
Marcelo Bueno à frente e o grupo Campinas Bike Clube ao fundo. (Crédito: Campinas Bike Clube/ Arquivo Pessoal)

 Marcelo Bueno, de 40 anos, pedala com o grupo Campinas Bike Clube há 2 anos, ele conta que não tinha conhecimento da Campanha Novembro Azul e que também não sabia que havia possível relação do ciclismo ao câncer de próstata. “Vale a pena ficar atento às evidências de novas pesquisas, pretendo passar essas informações ao meu grupo de ciclismo”.

Editado por Luana Freire

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