Prática de Relaxamento está entre as 10 mais

Por Verônica Miranda

A prática de formação “Técnicas de Relaxamento” está entre as 10 mais procuradas pelos alunos da PUC-Campinas. São 4 turmas de 30 alunos por semestre, através de 5 encontros de 4 horas de duração. Ao final da prática é feito um teste de stress. Segundo a professora e fisioterapeuta Conceição Reis da Faculdade Fisioterapia, responsável pelos encontros, pela literatura 32% da população adulta está em stress de último nível, chamado nível de exaustão. Com os alunos tem dado uma média de 54 a 60%, taxa alta para centros urbanos. “Já tive turma que o resultado foi de 68%”, revela.

Conceição conta que realiza a prática desde a primeira edição feita na faculdade e revela detalhes, por exemplo, a primeira técnica apresentada é a de Jacobson. Uma das primeiras a ser criada, que é a contração e descontração muscular ativa. O próprio paciente contrai e relaxa, levando a uma fadiga muscular que é a que resulta no relaxamento máximo.

A segunda técnica é a Calatonia que usa toques suaves, feita basicamente nos pés, mas pode ser feita nas mãos e na cabeça. Foi criada por Petho Sándor que era médico, psiquiatra e psicólogo.

A terceira é a técnica da Sofrologia, que utiliza a indução verbal. O paciente não faz movimento durante a técnica e recebe uma indução verbal de relaxamento. Por exemplo, é levado pela imaginação para algum lugar agradável ou situação agradável. Esta foi criada pelo Dr. Lozano Alfonso Caycedo, médico colombiano, que lecionava em Barcelona, onde Conceição fez o curso.

Por fim a última técnica é a de Leo Misho, criada pelo próprio psicólogo. Inicialmente foi feita para crianças, mas hoje é muito usada por adultos. A técnica consiste na mistura de algumas atividades, como massagem no corpo do paciente. Também utiliza queda livre dos membros do corpo a favor da gravidade para a pessoa soltar a tensão, seja mão, braço, pé ou perna. A cada movimento a pessoa vai ganhando relaxamentos seguidos de toques suaves.

Além de esclarecer sobre a prática de formação, Conceição opinou sobre a Despatologização, ou seja, a não generalização de doença, no que se refere a dores de cabeça por exemplo, confira e entenda melhor:

 “A pretensão era que relaxassem durante a prática, mas acabou se tornando mesmo uma terapia”. (Créditos: Verônica Miranda)
“A pretensão era que relaxassem durante a prática, mas acabou se tornando mesmo uma terapia”. (Créditos: Verônica Miranda)

Conceição conta que a prática não consiste somente no relaxamento, mas também de vivências corporais de entrosamento, desinibição e de percepção corporal. “Procuram porque estão estressados com a própria faculdade, muita matéria, muitas provas e exigências, e muitos trabalham fora também. Se sentem necessitados de aprender a relaxar”, conta.

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“Acima das minhas expectativas. Não fazia ideia do que aconteceria e me surpreendia a cada semana. Não faltei em nenhum encontro. Adorava.” (Créditos: Verônica Miranda)
Joice Cintra, aluna do 6ºsesmetre do curso de Jornalismo, vivenciou a prática no semestre passado e nos contou algumas experiências.

Digitais: Como foi a prática?

Joice Cintra: Percebi nela que estava fazendo coisas demais, além do que dava conta e decidi a partir dali desacelerar. Pausei algumas coisas para continuar em outro momento e dei sequência no que era prioridade. Isso foi importante para minha mente, que já estava entrando em colapso.

Digitais: Algum momento te marcou?

Joice Cintra: Vários, mas dois em especial. O momento em que a professora aplicou um teste para saber nosso nível de estresse e o meu deu o nível mais alto, assustei! Outro momento marcante foi rolar no chão por cima das pessoas que nunca tinha visto antes. Foi estranho mas muito engraçado.

Digitais: Acredita que é uma prática que pode melhorar o bem estar e reduzir o stress?

Joice Cintra: Com certeza. Lá aprendemos várias práticas de relaxamento, assim, você pode escolher qual delas se adapta melhor a você e continuar praticando. Eu continuei praticando a massagem e a meditação por alguns minutos quando o dia está corrido demais. Cinco minutos sem fazer nada me revigora e limpa minha mente para continuar os afazeres.

Digitais: Como você se sentiu no último dia de aula?

Joice Cintra: Triste porque estava acabando e porque não podemos repetir a práticas. Mas tranquila, bem mais tranquila e calma também.

Editado por Jacqueline Fernandes

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