Conta de celular pode ficar mais cara

Por Nathani Mota

Assim como nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, o usuário de internet pelo celular não poderá utilizar a velocidade reduzida, após consumir todo o pacote de dados. A mudança na cobrança de dados, que foi anunciada pelas operadoras de telecomunicações em outubro, obriga os clientes a contratarem mais dados ao fim de seu plano ou a conexão à internet será cortada.

A mudança foi adotada, primeiramente, pela operadora Vivo no Rio Grande do Sul e Minas Gerais com os usuários de planos pré-pagos. A operadora, que é a maior do país com 79 milhões clientes, informou que o ajuste será estendido futuramente para outros estados e clientes de planos pós-pagos.

A receita de dados representa 36,4% da receita líquida da Vivo. A receita de dados inclui SMS, WAP (Wireless Application Protocol, em tradução livre, Protocolo para Aplicações sem Fio), downloads, acesso à internet e outros serviços de valor adicionado que utilizam conexão de dados. O acesso à internet representa 58,5% da receita de dados.

Outras operadoras nacionais anunciaram que estão fazendo estudos sobre a proposta, entre elas a Oi e Tim que informaram que estão avaliando a estratégia. A Claro, que vem investindo em ações promocionais, como permitir a navegação gratuita em sites como Facebook e Twitter, declarou que mantém a velocidade reduzida e não informou se estuda fazer a mudança.

No Brasil, a receita de dados representa 29% da receita das operadoras e apesar de um crescimento de 30% no primeiro semestre, sobre igual período em 2013, a relação ainda é inferior a outros países como Japão (68%) e Coréia do Sul (63%).

Por isso, a receitas de dados das operadoras deve subir a um ritmo superior e compensar a queda da receita com o serviço de voz e SMS, devido ao uso de aplicativos como o Whatsapp, Messenger (aplicativo de mensagens do Facebook), Viber e ICQ.

O estudante de economia Robson Duarte acredita que os gastos com o celular vão aumentar depois da mudança, “vai até dobrar o valor, porque além do valor mínimo de recarga, terei que recarregar um valor acima do valor do pacote de internet”, comenta. Duarte costuma usar a velocidade limitada todos os meses por cerca de dez dias. Veja abaixo  gasto do brasileiro com celular:

Infográfico - celular
(Crédito: Nathani Mota)

 

Por Lei

A PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor afirmou que a mudança fere o direito do consumidor que assumiu um contrato anterior com a operadora, que garante a continuidade do serviço. Segundo a Associação, o cliente não é obrigado a aceitar essa imposição porque o Código de Defesa do Consumido proíbe alterações unilaterais de contrato.

Porém a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que a oferta de banda larga é feita em regime privado, de acordo com a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e a cobrança é definida pelas empresas.

Editado por Verônica Miranda

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