Principais clubes do Brasil desprezam categoria de base

Por Tiago Soares

O aproveitamento das categorias de base dos principais clubes brasileiros de futebol é quase nulo, com exceção do Santos Futebol Clube. As equipes têm gastos milionários, por exemplo, o Corinthians gasta cerca de R$ 2 milhões para manter as bases, valor divulgado pelo próprio clube em nota de transparência.

Os maiores times do Brasil estão se tornando compradores e usados como vitrines para a Europa, assim deixaram de ser formadores de atletas, o que resulta nos maiores gastos em transações por compra ou empréstimo de jogadores.

O ex-jogador do Corinthians, São Caetano e Paulista, Cassiano Bodini afirma que “a torcida não têm paciência com garotos, a cobrança por vitórias é muito grande, isso atrapalha e dificulta também o surgimento de talentos”.

Para mostrar que a falta de investimento, ou de acreditar e dar oportunidade aos futuros atletas que estão na base, vai dificultar a renovação dos clubes é a alta do dólar e euro. Como os clubes do país recebem em real dos patrocinadores, fazer com velho continente vai ser bem difícil ou pouco provável. As principais contratações devem ser de jogadores nacionais, sul-americanos ou que estejam em fim de contrato, visto a desvalorização da moeda.

A ação de contratar no desconhecido ao invés de apostar na formação pode ser um erro, prova disso é o Palmeiras que contratou Mouche e Cristaldo por mais de R$ 10 milhões e eles não vêm justificando o valor da aquisição, pelo baixo rendimento em campo com pucos gols.

O Corinthians contratou o paraguaio Romero que começou bem, mas seu rendimento logo caiu, já que hoje está na reserva da equipe. Quem vendo sendo titular com mais frequência ao lado de Guerrero é o prata da casa Malcom de apenas 17 anos, o jovem aparenta ter um futuro promissor.

O São Paulo, atualmente, não recebe bons frutos do CT (Centro de Treinamento) de Cotia, uma vez que não possui nenhum craque recém saído da base no time titular e a torcida parece não ter paciência com os novatos, mas pelo menos tem o criado de base, Kaká, agora renomado, em seu elenco.

Para Cassiano isso acontece nos clubes, pois “é mais fácil contratar nomes internacionais do que adaptar um garoto à pressão da torcida e à cobrança da mídia e assim a culpa cai muitas vezes nos dirigentes”.

Em Santos, tudo isso é exceção, o clube é uma máquina de revelar atletas da atual seleção brasileira, como Rafael, Alessandro, Danilo e Neymar, todos da base santista. Lembrando que no início do século a equipe mostrou o talento da dupla Diego e Robinho para o mundo. A equipe ainda possui o Gabriel, atacante titular que faz parte das categorias base da seleção brasileira.

base-1
Centro de Treinamento da categoria de base do Santos Futebol Clube (Crédito: Divulgação)

Cassiano Bodini afirma que “o Santos já está acostumado a revelar, por isso pressão dentro e fora de campo é menor e o clube santista é prova de que as categorias de base podem render bons frutos, já que com Neymar ganharam quase tudo”.

Com isso os clubes poderiam investir nos jovens talentos da base, mas a tendência é que as coisa fiquem como estão.

Tiago Soares
Jogadores que saíram da categoria de base para o futebol nacional e internacional (Crédito: Tiago Soares)

Editado por Caroline Roque

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s