Projeto “AVC não é o fim” sensibiliza através da sutileza

Por Martha Raquel Rodrigues

Lúcia Kopschitz Bastos © Erik Nardini
Paciência e amor marcam relação de mãe e filha (Crédito: Erik Nardini)

“Um projeto envolvente e que te conquista”, é assim que o ensaio “AVC não é o fim” de Erik Nardini é descrito por Tainah Biela, estudante de Ciências Sociais. Desde o último ano, o jornalista e fotógrafo vem se dedicando a rotina de Lúcia Kopschitz Xavier Bastos, que é ex-professora da  Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e há 13 anos foi vítima de um AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico). Os movimentos e a fala foram afetados, e desde 2002 – após deixar o coma induzido na UTI, Lúcia necessita de cuidados especiais. As fotos revelam momentos intimistas e de extremo carinho entre Lúcia e a filha, Ana Bastos Caprini – que é estudante de Arquitetura.

Erik revela que a vontade de realizar o projeto surgiu logo depois que conheceu a família Bastos “Eu quis fazer esse projeto porque tenho a Lúcia como uma grande inspiração. Exemplo de força de vontade e superação física e intelectual. Isso é muito bonito de se ver”.

Hoje, 29 de outubro, é celebrado o Dia Mundial de Combate ao AVC, e segundo Erik, o tema foi escolhido porque é a primeira causa de morte no Brasil. “Eu quis conscientizar, do meu jeito, quais as sequelas que um AVC pode causar e, ao mesmo tempo, mostrar que isso não é o fim da linha”, foi assim que a amizade e cuidado entre Ana e Lúcia conquistaram e emocionaram especialistas da área. O neurologista Carlos João Marques diz que essa é a melhor maneira de ensinar que o AVC não é um decreto de sofrimento “Esse ensaio me deixou sem palavras porque pela primeira vez vi que alguém se importou em mostrar não somente o lado da dor, mas o do carinho e amor que o AVC desperta em quem esta em volta da vítima”.

DADOS
Segundo dados do Ministério da Saúde, o AVC é uma das doenças que mais mata no mundo. Em 2008 dados revelaram que cerca de 10% do total de mortes do mundo aconteceram em virtude do AVC, o que resultou em cerca de 6 milhões de mortes.

No Brasil, o AVC é a principal causa de morte de incapacidade. Em 2010 foram registrados 99.159 mortes, e a cada ano cerca de 130.000 pessoas morrem vítimas do AVC.

 “AVC não é o fim” por Erik Nardini

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Editado por Fabiana Oliveira

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