Profissional cria campanha “Pague meu Freela”

Por Aline Pavani

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Logo do site “Pague meu Freela” (Crédito: Divulgação)

Só quem faz freela conhece a sensação de ter seu trabalho finalizado e divulgado, enquanto a conta bancária continua vazia. Para resolver esse problema, o desenvolvedor de sites, Rafael Fidelis, que fez um freela para uma agência de São Paulo e não recebeu, resolveu criar o site Pague Meu Freela, cobrando pelo trabalho feito e não recebido.

Lançado no último dia 13 o site recebeu uma avalanche de apoiadores e em menos de cinco dias 30 mil pessoas aderiram a causa, enviando um dos nove e-mails prontos à agência devedora, cobrando pelo serviço. A campanha conta ainda com Fanpage no Facebook, com mais de 12 mil curtidas e um vídeo, expressando a frustração de fazer um freela e não receber.

Diversos freelas reclamam do mesmo problema, mas agora não estão sozinhos (Crédito: Aline Pavani)
Diversos freelas reclamam do mesmo problema, mas agora não estão sozinhos (Crédito: Aline Pavani)

O estudante de Publicidade e Propaganda, Pedro de Matteu, faz freelances regularmente e conta que já passou pela mesma situação que Rafael, e que há mais de seis meses fez um trabalho e ainda não recebeu. “Eu continuo a cobrar mensalmente o valor”, comenta.

Para quem faz freela, o grande desafio na hora de cobrar está nas medidas a serem tomadas. “É difícil obrigar o cliente a pagar sem entrar na justiça, o que ás vezes acabaria trazendo mais problemas do que soluções. Uma maneira seria cobrar antes de entregar o trabalho finalizado mas ainda existem dificuldades para aplicar essa prática uma vez que muitos trabalhos publicitários são feitos às pressas e o faturamento da agência ocorre após a veiculação”, disse Pedro.

O site Pague Meu Freela teve tamanha repercussão que promete se tornar um plataforma no estilo “reclame aqui” em 2015, tornando-se a solução para o problema de muitos profissionais autônomos tanto para trocar experiências, quanto para cobrar aquele valor que ainda não foi pago.

“Talvez a melhor forma de conseguir receber o pagamento do freela seja pressionando o cliente ou agência. E nada melhor do que a ajuda de milhares de internautas com bom humor para conseguir isso”, finaliza Pedro.

Editado por Fabiana Oliveira

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