Jovens e o caminho da militância social

Por Michele Guelere

Desde as manifestações ocorridas em junho de 2013, observa-se uma grande participação de jovens nas questões que envolvem a política. Seja nas redes sociais, nas reportagens na TV ou mesmo nas ruas das grandes cidades do Brasil eclode um grito por mudança. Mas o que motiva o envolvimento efetivo destes jovens com as causas políticas em nosso país?

Militância, um termo que causa muita confusão quando citado. Ser um militante significa estar inserido em uma determinada organização política, trata-se de estar politicamente engajado em alguma causa. Mas quando utilizamos deste termo para falar em juventude militante, algo nos desperta para entender melhor esta junção.

São vários os motivos pelos quais jovens decidem por apoiar esta ou aquela causa, este ou aquele determinado partido. O primeiro deles vem do berço, ou seja, influência familiar e também da influência de amigos. Foi o que aconteceu com o estudante de jornalismo Lucas Jerônimo “Eu comecei muito cedo na militância social por uma influência de família e depois na adolescência, a partir das relações com os amigos na escola foi possível estabelecer a minha participação e intervenção.”

Lucas Eduardo
“Quando a gente entende que aquilo que é de direito não tem chegado a todos, alguma coisa está errada.” Lucas Eduardo. (Crédito: Michele Guelere)

O desenvolvimento da profissão escolhida também é um dos motivos que levam a buscar um envolvimento maior com a política. Para a estudante de pedagogia Karoline Costa, a responsabilidade profissional foi determinante para o início na militância “Este entendimento de que como futura professora necessito lutar por uma sociedade melhor e que é impossível fazer isso sem envolvimento politico, foi um fator decisivo” conta.

Já para Lucas, a escolha da profissão de jornalista esteve intimamente ligada com uma adolescência militante, “o jornalismo, mais do que qualquer outra profissão, talvez, se empenha e tem o dever de desempenhar este papel, este canal entre sociedade e entre os governos. Então o fato de ter no jornalismo uma profissão de papel social fundamental me fez escolher esta formação” explica.

A partir do envolvimento com as causas sociais, os jovens começam a sentir o prazer de estar fazendo parte de algo maior, o sentimento de pertencimento. “Quando a gente se dispõe a estar dentro deste processo para mudar a realidade é que nós começamos a compreender de que forma nós podemos nos colocar e qual a intervenção necessária e a participação que podemos oferecer”, afirma Lucas.

Para Karoline, a participação traz muita satisfação, “estou aprendendo muita coisa ainda, mas percebo que minha participação pode contribuir muito para minha formação pessoal e para a comunidade na qual estou inserida”.

 

Editado por Priscilla Geremias

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