Compras internacionais serão monitoradas em 2015

Escrito por Vanessa Dias

Receita Federal e Correios planejam implantar sistemas de fiscalização e taxas em produtos vindos de fora do país. (Crédito: Divulgação)

A partir do primeiro semestre de 2015, toda e qualquer mercadoria comprada em sites internacionais será monitorada e taxada dentro das normas seguidas pela Receita Federal. O objetivo da intensificação dessas práticas é evitar importações irregulares e agilizar processos de envio.

Para isso, serão integrados nos Correios novos sistemas de fiscalização e controle aduaneiro – com previsão de término a partir do mês que vem, passando a funcionar em dezembro ou janeiro do ano que vem.

Segundo informações divulgadas no site dos Correios, as medidas começaram a ser tomadas após um levantamento que mostrou que, nos últimos quatro anos, a demanda por compras internacionais aumentou em 389%. No primeiro semestre de 2014, a porcentagem foi de 70% em relação ao ano anterior.

Segundo o economista e professor da PUC-Campinas, Eli Borochovicius, o trânsito nos correios não é o único prejuízo com o alto número de compras online, pois a prática também prejudica a economia do país. “Faz alguns anos que o comércio eletrônico vem modificando a economia. Atualmente produtos com volumes pequenos são adquiridos no exterior a preços mais convidativos, incluindo impostos. A tendência é aumentar a quantidade de compradores em sites como Amazon, e-Bay, AliExpress e DX e, por consequência, a economia nacional continuar sofrendo com baixas vendas”, explicou.

Para Isabella Cristina, estudante que aderiu às compras internacionais há cerca de um ano, a melhor parte em comprar no exterior é o preço. “O valor é absurdamente melhor, tudo é mais barato e isso vai de coisas básicas até eletrônicos. Às vezes, mesmo com a taxa, compensa mais do que comprar aqui”, opinou ela.

O alto preço dos produtos no Brasil e o engarrafamento dos Correios

Um mesmo produto, comprado em uma loja física nacional de grande porte, pode custar quase 80% mais caro que se comprado em sites da China, Europa ou América do Norte – mesmo com as taxas e frete. Eli Borochovicius explica o fato: “As altas de preços no Brasil se dão por algumas razões. Entre elas, os impostos e complexidade fiscal/tributaria, o custo de mão de obra elevado, altas taxas de crédito, custos proibitivos com o transporte. Além disso, existe incentivos dos governos no exterior voltados à exportação, em especial as políticas chinesas.”.

Entenda por onde passa sua compra desde o pagamento até o recebimento do pacote (Crédito: Vanessa Dias)

Atualmente, mais de 1 milhão de produtos chegam à Curitiba por mês, onde são fiscalizados e devidamente taxados. Com esse número, uma compra vinda da China, por exemplo, pode demorar 50 dias para chegar ao Brasil, mas três meses ou mais para chegar até as mãos do comprador.

“Comprei apenas um vestido e um relógio para meu namorado, para testar, já que nunca confiei muito para comprar em sites. Passou três meses desde o pagamento, o número de rastreio não funcionava, então pedi meu dinheiro de volta. Já tinha perdido as esperanças quando o vestido e o relógio chegaram, dois meses depois”, relatou Nathalia Cristina Dias, estudante de engenharia.

Solução?

Com esse novo sistema, a Receita Federal poderá saber de antemão todas as encomendas que chegarão fora do país. Além disso, o site dos Correios ficará mais rápido e eficiente em relação ao código de rastreio, permitindo que o comprador tenha melhor controle sobre sua encomenda.

Entre os principais motivos encontrados para a preferência pelos sites gringos, estão o preço e variedade de produtos (Crédito: Jéssica Vieira)

Com as taxas mais rigorosas, o consumidor poderá fazer a autorregularização e pagar os impostos antecipadamente, evitando surpresas quando o produto chega ao Brasil. De forma geral, o novo sistema deve encarecer os produtos tão mais baratos que os encontrados em solo nacional, mas também melhorar a velocidade de entrega e capacidade de controle da encomenda.

“Para proteger  o mercado nacional é necessária a intervenção do governo, reduzindo a carga tributária dos produtos nacionais ou elevando a carga tributária de produtos importados. Infelizmente o governo não deve optar por redução dos tributos. Nos resta pagar mais caro. O ideal então seria uma boa reforma política, fiscal, tributária, previdenciária e administrativa”, opinou o economista Eli.

Porém, alguns compradores não acreditam que as medidas vão frear a compra desenfreada em sites internacionais. É o caso da estudante Jeorgea Scarlatt. “Muita gente compra. Acredito que mesmo aumentando o preço, não chega ao valor das lojas do Brasil. Então ainda compensa comprar fora”.

 

Editado por Priscilla Geremias

3 comentários

  1. FORA DILMA!!! FORA PT!!! “Bolsa Esmola” não melhora a vida de NINGUÉM! Só com EDUCAÇÃO e MUITO TRABALHO o país irá CRESCER!

    Os Correios são uma VERGONHA para nós brasileiros. Nossas encomendas e cartas SOMEM, FICAM PARADAS, CHEGAM QUEBRADAS ETC, enquanto CARTEIROS uniformizados são flagrados “panfletando” para a “presidenta” em todo país…

    O nosso dinheiro é enviado para CUBA, e o LULINHA, filho do Lula, fica cada vez mais rico e não dá explicação: http://www.rotanoticias.com/o-filho-do-lula-e-o-empresario-mais-bem-sucedido-da-historia/

    CHEGA DE ENROLAÇÃO, FOFOQUINHA E ROUBALHEIRA!!! O povo brasileiro NÃO é IMBECIL!!!

    Ajude a compartilhar!

  2. Recebi ontem do AliExpress, vejam : comprei 12/06/15 US$29,90 (R$98,44), calcularam(Rec.Fed.) em 04/08/15 US$20,00 (R$67,88) o valor tributável e me cobraram R$40,73 de tributo R FEDERAL, e o correio ainda me cobrou R$12,00 com o bonito nome de Despacho Postal, mas quem foi na agencia do correio buscar fui eu. Depois a Dilma e seus nomeados reclamam da insatisfação geral.

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