Beber água da torneira é saudável?

Por Keyla Cavalcante

seloaguaCom a crise da falta de água que tomou o estado de São Paulo, e as várias queixas de falha de abastecimentos, os moradores também reclamam do aspecto da água que chega nas torneiras.

A dona de casa, Salete de Oliveira, mora na região central de Campinas, diz que durante a crise não faltou água na torneira, mas que o aspecto da água estava desagradável. “A água saia branca, da torneira, parecia leite, na verdade parecia tudo, menos água”, conta a dona de casa.

Segundo uma análise de qualidade da água, realizada por uma equipe do laboratório Controle Analítico, a água que chega nas casas dos moradores é potável e apropriada para beber direto da toneira. A empresa de análise química privada trabalha em parceria com universidades, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP). Em nenhuma das amostras da análise foram encontrados coliformes fecais Escherichia Cali, bactéria presente no intestino humano e de alguns animais e que causa infecção intestinal e urinária.

Segundo análise beber água da torneira é saudável (Crédito: Keyla Cavalcante)
Segundo análise beber água da torneira é saudável (Crédito: Keyla Cavalcante)

O laboratório Controle Analítico, veio até Campinas para coletar amostras de água para também serem analisadas. A análise constatou que a água é adequada para o consumo direto da torneira. Em Campinas, a companhia responsável é a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).

A infectologista Samilla Rodrigues, explica o motivo da água sair esbranquiçada, e alerta que mesmo assim é necessário tomar alguns cuidados, como por exemplo, o armazenamento da água. “Se a água não for armazenada corretamente, o tratamento feito inicialmente não terá adiantado de nada. O motivo da água ficar esbranquiçada, é causado pela força que a água chega na torneira, que gera uma turbulência da água na presença do cloro”, explica.

No caso de quem usa caixas d’água, Samilla recomenda realizar limpeza no período de seis em seis meses e mantê-las sempre fechadas.

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(Crédito: Keyla Cavalcante)

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Editado por Nathani Mota

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