Jovens garçons renovam o atendimento em restaurantes

Por Guilherme Kowalesky

Ter elegância para servir à inglesa ou à francesa, porém, ser descolado suficiente para interagir com os clientes jovens que frequentam barzinhos e restaurantes que fazem parte da rotina de uma cidade grande. Jovens, graduados ou universitários e muitas vezes com experiência estrangeira, esse é o perfil de uma nova geração de garçons que vem se espalhando Brasil a fora, deixando um pouco de lado o tradicionalismo que sempre foi necessário nessa profissão que buscava manter o padrão de idade e classe.

Há anos atrás, a imagem desses profissionais eram estereotipadas como pessoas acima de 40 anos, pais de família que atuam nisso como solução para receber um dinheiro extra e pouco se via garçons jovens que atuam nessa área como principal fonte de renda. Os restaurantes e bares estão atraindo, cada vez mais, pessoas jovens, que muitas vezes falam um segundo idioma, para trabalhar como garçons, trazendo uma profunda renovação dentro dessa profissão que até poucos anos era vista como atividade extra para pessoas que buscam uma estabilidade financeira.

Eliezer e sua companheira em frente ao estabelecimento que trabalha (Crédito: Guilherme Kowalesky)
Eliezer e sua companheira em frente ao estabelecimento que trabalha (Crédito: Guilherme Kowalesky)

Os jovens estão sendo atraídos pelo salário oferecido pelos grandes estabelecimentos que atendem a sociedade. É o que garante Eliezer Pacheco de Lima, de 23 anos, que trabalha como garçom há um ano e meio. “ É um trabalho muito dinâmico. Lido com todo tipo de pessoa o dia todo, é sempre um rosto diferente, e um atendimento específico para cada freguês. A questão do salário pesou muito, com a gorjeta e os 10% dos serviços pago pelos clientes, consigo ganhar até 1500 reais por mês”, conclui o jovem garçom.

Muitos gostam do que fazem e da falta de rotina que existe dentro desses tipos de estabelecimentos. Para Eliezer, os jovens adoram ser atendidos por pessoas novas, descoladas, que batem uma papo e oferecem um atendimento bem diferente daqueles garçons antigos. “As vezes, atendo uma mesa cheia de jovens, já conversamos um pouco durante o atendimento, falamos de balada e gostos em comuns.” afirma o jovem. O rapaz garante que atende também as famílias com muita classe e educação como um garçom tradicional, oferecendo, assim, um atendimento flexível, algo que há alguns anos atrás não era muito comum dentro de restaurantes e bares. Segundo o garçom, por serem jovens, os estabelecimentos que estão dando preferência a essas pessoas não implicam com piercings e tatuagens, pois é algo comum entre a juventude de hoje em dia.” As pessoas procuram, muitas vezes, o local pela comida que é servida, mas acabam voltando pelo atendimento oferecido, conclui Eliezer, que trabalha no Outback, em Campinas.

Editado por Paula Fonseca

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