Candidatos excêntricos ganham destaque no horário eleitoral

Por Anderson Epifanio

“Se você quer equilíbrio na saúde e na educação, vote Vovó Equilibrista, deputada federal 1564”, diz em 7 segundos a candidata pelo PMDB de São Paulo, Amélia Rosa do Nascimento, 72 anos, que ficou conhecida depois que apareceu na propaganda eleitoral gratuita na TV equilibrando um copo com água na cabeça enquanto dizia o seu slogan.

Seguindo esta mesma estratégia, porém com um tempo maior e contando com uma equipe numerosa por trás de sua campanha, Francisco Everaldo Oliveira Silva, 49 anos, mais conhecido de seu eleitor como o palhaço Tiririca, é a principal referência desse segmento de candidatos, que tem por opção chamar a atenção do eleitor por meio da excentricidade.

“Alguns candidatos optam por reforçar algumas características próprias, ou acabam buscando uma nova forma de diferenciação, construindo novas roupagens”, diz o publicitário e professor da PUC-Campinas, Victor Corte Real, diretor de arte da Agência Royale e coordenador dos últimos 4 cursos de extensão em “Marketing Político” oferecido na Universidade.

Publicitário Victor Corte Real (Crédito: Anderson Epifanio)

Ainda segundo o publicitário, essa estratégia adotada pelos candidatos excêntricos varia muito de região para região devido as próprias características da população que lá residem. “Algumas regiões são peculiares na questão de gírias, jeito de ser. A gente encontra campanhas com características nordestinas muito próprias daquele estilo de vida, de fazer música repentista”, afirma Victor.

Para o assessor político e diretor de comunicação da prefeitura de Campinas, Artur Vasconcellos Araujo, o candidato deputado Tiririca conseguiu atrair dois tipos de votos diferentes. “O primeiro que levou ele a ter mais de um milhão de votos, foi um voto de protesto”, especula Araujo, que acredita que eleitores desacreditados com a política tenham ido às urnas para dar uma resposta aos políticos.

Assessor político Artur Vasconcellos Araujo / Anderson Epifanio
Assessor político Artur Vasconcellos Araujo (Crédito: Anderson Epifanio)

“Mas o segundo voto também foi muito importante, pois foi um voto de identificação. O Tiririca foi visto por uma parte do eleitorado na faixa C e D como uma pessoa igual a eles”, conclui Araujo.

Veja abaixo a entrevista completa que o DIGITAIS fez com o publicitário Victor Corte Real

Veja  a explicação do assessor político Artur Barcellos Araujo para o fenômeno Tiririca

Editado por Ana Luiza Sesti

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