Aplicativos gratuitos ajudam eleitores na escolha de candidatos

Por Ana Luiza Sesti

Faltando apenas um mês para as eleições deste ano, os aplicativos criados em função de ajudar o eleitor na escolha dos candidatos e o orientá-lo são cada vez mais procurados. Eles transformaram os aparelhos celulares em ferramentas tecnológicas mais atrativas, mesmo se falando de política.

É o caso dos aplicativos Acordei, VotoxVeto e Ficha Suja que ambos foram criados com cunho eleitoral e de maneiras diferentes expõem as propostas dos candidatos, exibem declarações de bens e gastos com campanhas e informam o eleitor sobre quem é o candidato em quem ele está votando.  Todas as informações que compõem os aplicativos foram retiradas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O aplicativo VotoxVeto, criado pelo estudante de computação Walter Júnior, de 24 anos, tem 1300 propostas dos 11 candidatos à Presidência da República e também propostas dos candidatos a Governador de São Paulo. A ideia de Walter surgiu através do aplicativo de relacionamento Tinder, no qual você analisa a imagem do pretendente e com um clique afirma se o aprova ou não.

Aplicativo VetoxVoto: exemplo de proposta para ser vetada ou votada e exemplo de ranking com número de propostas vetadas e votadas para cada candidato à Presidência da República (Crédito: Divulgação)

 

Voltado para a política, o Voto x Veto, ao invés de usar uma imagem, apresenta uma proposta eleitoral, sem que seja identificado o candidato a que ela pertence, e o eleitor deve decidir se veta aquela proposta ou se vota. Logo após a decisão, o aplicativo mostra de qual candidato se trata a proposta e apresenta um ranking com os números de aprovações e rejeições com seus respectivos candidatos.

Para Walter o aplicativo foi criado “para que os eleitores tivessem uma ferramenta muito simples de usar” e ainda acredita que o uso de aparelhos celulares aliados à tecnologia façam as pessoas se interessarem cada vez mais pela política. “Isso torna a interação mais fácil. Com uma notificação, por exemplo, eu posso fazer o usuário até esquecer do aplicativo, mas entrar uma vez ou outra na semana já é o suficiente pra estar informado do que anda acontecendo”, disse ele.

Já para o assessor político Arthur Araujo, representante do atual prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), os aplicativos criados não motivam uma mudança significativa nas eleições, o que também não aumentam o interesse populacional pela política. Ele justifica citando as manifestações ocorridas em 2013: “A gente vê pelo do Facebook, que a rede social não impulsionou as pessoas irem a rua, foi a insatisfação que já havia há um tempo que motivou”.

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Arthur Araujo em entrevista sobre os aplicativos eleitorais (Crédito: Ana Luiza Sesti)

 

Editado por Bruna de Oliveira

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