Fotojornalista aprova infraestrutura da Copa do Mundo no Brasil

O fotojornalista Leandro Ferreira está surpreso com o Mundial
O fotojornalista Leandro Ferreira está surpreso com o Mundial (Foto: André Montejano)

Por André Montejano
O temor na Copa do Mundo não se restringe às obras inacabadas em estádios e nas cidades brasileiras. No ramo da comunicação, a preocupação atinge proporções semelhantes. Jornalistas e fotógrafos ficaram aflitos, às vésperas do Mundial, com os atrasos e também a possível falta de infraestrutura encontrada nas arenas e nos aeroportos do Brasil. O fotojornalista campineiro, Leandro Ferreira, do Correio Popular e especialista em fotos esportivas, acreditava que a tecnologia providenciada para o Mundial não seria suficiente para atender a demanda de profissionais que utilizam os serviços. “Nos campeonatos nacionais é raramente possível transmitir fotos para a redação via qualquer método de internet”, aponta.

De acordo com Ferreira, a tecnologia seria apenas um dos problemas enfrentados pelos profissionais na Copa do Mundo, já que o transporte sempre deixou a desejar nas cidades sedes. O campineiro esteve presente na Copa das Confederações em 2013 e também na final da Sulamericana do mesmo ano em Lanús, na Argentina. Nas duas ocasiões, o repórter fotográfico sofreu com a péssima internet dentro e nas imediações do estádio. Na incerteza se conseguiriam usar os celulares e o 3G, lembra que, na final da Copa das Confederações do ano passado, aproximadamente 73 mil pessoas que compareceram ao Maracanã, não conseguiram enviar mensagens de dentro do estádio.

As agências fotográficas temiam prejuízos durante o Mundial. Em jogos do Campeonato Brasileiro, o número de jornalistas não costuma ser grande e, ainda assim, a queda de sinal prejudica o envio das fotos e às vendas. Rogério Canella, gerente da agência FramePhoto em São Paulo, via com desconfiança o evento desde a confirmação de que seria no Brasil. Mas a descrença foi surpreendida pelo bom desempenho da internet nos locais de jogos e treinos.

O trânsito é outro fator negativo para o Mundial, uma vez que muitas obras no entorno dos estádios não foram totalmente finalizadas. O congestionamento em dias de jogos está sendo um grande obstáculo para os jornalistas, que precisam chegar com bastante antecedência. Ferreira ainda lamenta as dificuldades para chegar ao estádio do Corinthians. O campineiro se espantou ao conversar os jornalistas estrangeiros.  “Quem é de São Paulo, já está acostumado, mas o trânsito caótico da cidade e os difíceis acessos prejudicam o trajeto. “Está tudo dentro do padrão que estão acostumados lá fora”, finalizou.

Editado por Lucas Bachião

 

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