Página “Mais um”, criada por alunas da Puc-Campinas, tem a intenção de dar voz para as pessoas com Síndrome de Down

Fabiane Bôa e Marina Acauan são integrantes do projeto que criou a página "Mais Um" no Facebook. Foto: Beatriz Assaf
Fabiane Bôa e Marina Acauan são integrantes do projeto que criou a página “Mais Um” no Facebook. Foto: Beatriz Assaf

Por Beatriz Assaf

Incentivadas pela aula de Novas Tecnologias, seis meninas, do curso de Publicidade e Propaganda da Puc- Campinas, decidiram criar a página “Mais Um”. Caroline Bearzotti, Fabiane Bôa, Laís Arruda, Letícia Lisboa, Letícia Sudário e Marina Acauan tinham, desde o princípio, a intenção de realizar um trabalho que tocasse a sociedade e atingisse diversos públicos, para que, além de concretizar a teoria aprendida em sala de aula, também pudessem entender e dar voz às pessoas com Síndrome de Down.

O objetivo do trabalho era criar um vídeo viral, ou seja, que se “espalhasse” pela internet e fosse compartilhado e visualizado por um grande número de pessoas. A ideia do tema surgiu, principalmente, porque as estudantes têm parentes com Síndrome de Down e tinham vontade de compartilhar momentos, fotos e histórias de seus conhecidos. Sabiam também, da necessidade de difundir informações acerca da síndrome.

Marina Acauan e Fabiane Bôa, integrantes do projeto, explicam que para que o vídeo alcançasse um grande número de pessoas diversas técnicas deveriam ser colocadas em prática, daí a criação da página “Mais Um” no Facebook. A ideia também precisava ser de interesse público. “Escolhemos falar sobre a Síndrome de Down porque é um assunto que interessa pessoas de sexo e idade diferentes” explica Fabiane.

Marina conta que o trabalho já nasceu com muita aceitação. “No primeiro dia, nós tivemos 500 likes. A gente assustou, falou meu Deus. Tinham páginas abertas há muito mais tempo que não tinham nem metade disso. A nossa página começou a tomar uma proporção muito grande e nós não sabíamos o que fazer no vídeo” entusiasma-se Marina.

Para que a ideia surgisse, as meninas iniciaram uma parceria com a Bem-te-vi, entidade sem fins econômicos situada em Jundiaí, local em que puderam conhecer melhor a Síndrome de Down e o trabalho desenvolvido com eles. Depois de muitas visitas e conversas com a coordenadora pedagógica da instituição, elas chegaram a conclusão de que o vídeo deveria dar voz para as pessoas com Síndrome de Down. “Percebemos que o grande problema da sociedade é que ninguém está preparado para ouvir as pessoas com Síndrome de Down. A gente queria fazer com que a sociedade passasse a ouvi-los independentemente da dificuldade que eles tem para falar ” afirma Fabiane.

Por fim o vídeo, que já tem 335 visualizações, trata do tema, qual é o seu sonho? Porém, o mais importante para as alunas de Publicidade e Propaganda foi o conhecimento que adquiriram com o trabalho. As meninas pretendem manter a página, com 1257 acessos, de maneira voluntária para a Bem-te-vi. “A gente assustou com a proporção. Mas não tinha como parar. A gente estava dizendo que amava fazer o trabalho, que estávamos aprendendo muito sobre a Síndrome de Down, e daí, depois de um mês, a gente fala que acabou o trabalho e a página. Não tem como, nós estamos muito engajadas” esclarece Marina. Fabiane diz que o seu olhar mudou, “agora, procuro entendê-los e ouvi-los, exatamente a ideia que queríamos passar com o nosso vídeo”.

Para ler outra matéria sobre a Síndrome de Down clique aqui.

Editado por: Lara Huttembergue

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