Cerca de 30 mil brasileiros sofrem de Esclerose Múltipla

Por Lucas Bachião

A Esclerose Múltipla é , uma doença neurológica crônica, de causa desconhecida. De acordo com os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença é mais comum nas pessoas antes dos 30 anos de idade e atinge aproximadamente 2,5 milhões de pessoas pelo mundo. Segundo a  ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) cerca de 30 mil brasileiros sofrem com a doença no Brasil.

A mesma pesquisa também constatou que as mulheres são as maiores vítimas. A doença é diagnosticada entre 20 e 40 anos, mas pode desenvolver-se em qualquer idade. Para a doutora Denise Scandiuzzi, especialista em neurologista, a esclerose é uma doença neurológica crônica com incidência bem alta, sendo uma das principais causas na população jovem. “É uma doença autoimune, inflamatória e crônica, do Sistema Nervoso Central em que o alvo principal do ataque autoimune é a mielina, sendo por isso do grupo das doenças desmielinizastes”, explicou a médica.

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Denise explica como ocorre o diagnóstico da doença ( Foto : Lucas Bachião)

 

Denise, médica, relata que é muito difícil o paciente desconfiar da existência da doença, pois a velocidade do sintoma é muito rápida. Ela conta os passos sobre como é feito o exame para detectar a esclerose múltipla. “O diagnóstico é feito através de critérios clínicos e exames complementares específicos. Estes sinais de sintomas e os exames complementares formavam  inicialmente os critérios de POSER. Em 2005, houve uma revisão e passaram a ser aceitos os critérios de Macdonald, atualmente aceitos para diagnóstico da EM”, esclareceu.

A ex-professora de história, Vanessa Coelho, de 35 anos, conta que descobriu que tinha esclerose múltipla  aos 22 anos de idade. A mineira declarou que após saber da existência de esclerose múltipla ficou mais tranquila, pois os médicos suspeitaram que o seu caso poderia ser muito mais grave do que se imaginava. “Após descobrir a doença, fiquei mais assustada do que triste, mas com o passar do tempo, ao perder alguns movimentos e força, houve momentos de muita tristeza”, diz.

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Infográfico mostra evolução da esclerose múltipla

Vanessa revela que o seu maior medo era ficar paralítica e ressalta o apoio da família e amigos no momento mais difícil da sua vida. Ela sonha em voltar  a andar novamente, sem a ajuda de terceiros e planeja começar um tratamento em um futuro próximo. “Não consigo mais andar sozinha, cozinhar, limpar a casa, fazer coisas simples de casa. Sonho em começar um novo tratamento com o uso da Vitamina D”, completa.

Editado por Marcela Casagrande

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