Aumenta a expectativa de vida de pessoas com Síndrome de Down

Ana Rosa e pai Benedito Martins
Ana Rosa e pai Benedito Martins

Por Priscila Jordão

A síndrome de Down é a anomalia mais comum entre os seres humanos. Estudada desde 1858, estima-se que a cada 700 nascimentos ocorra um caso. Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil 300 mil pessoas são portadoras da síndrome de Down. Estima-se que a maior causa da anomalia seja a idade avançada das mulheres na hora de engravidar, uma vez que a probabilidade de uma mulher com 20 anos ter um filho síndrome de down é uma a cada 1925 gestações, já numa mulher de 40 o índice cai para 1/110 e numa mulher com 49 anos, torna-se mais baixo ainda com 1/11, mas o que vem impressionando a ciência e os médicos é o aumento da expectativa de vida dessas pessoas.

Por volta de 1940 alguém com síndrome de down vivia no máximo até os 20 anos, hoje com o avanço da ciência, é possível encontrar pessoas com mais de 50 anos vivendo com a síndrome, de acordo com o obstetra Mário Damito, esse resultado vem de uma parceria entre médicos, pesquisadores e pessoas ligadas a saúde com a estrutura familiar que o indivíduo pertence ” “Nós médicos trabalhamos junto com a família, é mais do que comprovado que o estímulo cerebral e físico, necessitam de práticas diárias, de nada adianta um paciente que faz a fisioterapia, frequenta especialistas, mas em casa torna-se um peso morto”.

É o caso de Ana Rosa Martins, com 53 anos é considerada uma das mais velhas portadoras da síndrome. O pai, Benedito Martins, conta que a filha sempre foi estimulada não só por ele e a mulher, mas também pelos lugares que frequentou como a Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) “Claro que a Ana Rosa tem suas limitações, mas aqui em casa ela faz tudo sozinha, come, toma banho, troca de roupa , além de ajudar nas tarefas de casa como varrer a casa, lavar a louça”.

Martins acredita que toda a luta da família em prol de melhores condições para Ana, resulta hoje na vitalidade da filha, que não apresenta problema de saúde e vive além da expectativa gerada pelos médicos. Ele ainda ressalta que apesar da idade avançada, tanto dele (92) como de Ana, hoje um estimula o outro ” A Ana Rosa gosta muito de música, sabe cantar e o nome de todos os cantores, aí nos cantamos juntos, quando ela esquece eu falo o comecinho e vice-versa, dessa forma eu ajudo ela e ela me ajuda, afinal minha memória também falha né”.

 

Editado por Marcela Casagrande

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