Casos de dengue em estudantes geram dúvidas sobre atestados

Agente da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias) faz nebulização costal no CLC da PUC-Campinas
Agente da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias) faz nebulização costal na PUC-Campinas (Foto: Claudia Muller)

 

Por Bruno Machado

Em meio ao surto histórico de dengue em Campinas, alguns alunos da PUC, infectados com a doença, relatam a necessidade de, no mínimo, uma semana de repouso. Para não serem prejudicados com tantas faltas, a universidade recolhe os atestados médicos, mas com algumas restrições. O aluno de jornalismo Aquiles Farinha conta que, após ser diagnosticado com dengue, foi recomendado pelo médico a ficar uma semana em recuperação. “Para não ficar com falta durante essa semana em que fiquei afastado, foi pedido pela secretaria da faculdade um atestado que comprovasse que eu realmente estava com dengue.”

Entretanto, o atestado nem sempre é aceito pela universidade. É o caso do estudante de Publicidade e Propaganda Matheus Leyses, que diz ter encaminhado o atestado médico à secretaria do curso e mesmo assim não conseguiu abonar as faltas. “Eu fui atrás de atestado, mas não conseguiram me ajudar, falaram coisas sobre ter feito requerimento uma semana depois, sendo que eu estava de cama. Acabei tomando as faltas mesmo.”

Em que circunstâncias o atestado é aceito?

Segundo Márcio César Teixeira, encarregado pela secretaria do Centro de Linguagem e Comunicação (CLC) da PUC-Campinas, o aluno tem 5 dias para entregar o atestado, a partir do momento em que ele começou a faltar. Além disso, o atestado só é aceito pela universidade se for para 8 dias ou mais. Para períodos menores, o aluno deverá administrar as faltas dentro dos 25% de ausências a que tem direito.

Em 2014, a cidade de Campinas vive uma epidemia histórica de dengue. Em apenas 5 meses os números de registros bateram o recorde de um ano inteiro na cidade. Veja abaixo uma comparação entre os anos de 2013 e 2014 a nível municipal, estadual e nacional:

 

A dengue, em números, neste ano e no ano passado (Arte: Bruno Machado)
A dengue, em números, neste ano e no ano passado (Arte: Bruno Machado)

Saiba como evitar a proliferação do mosquito

A dengue é uma doença grave que pode causar febre, manchas vermelhas, dores no corpo, na cabeça e nos olhos, tonturas, vômitos, entre outros sintomas. Em casos mais extremos, como o da dengue hemorrágica, o paciente pode chegar ao óbito. O mosquito Aedes Aegypti, causador da doença, se prolifera em lugares com água parada. Confira abaixo algumas dicas e faça a sua parte na prevenção do mosquito:

– Mantenha caixas d’água, lixeiras, tambores e barris sempre bem fechados

– Limpe sempre as calhas de sua casa para evitar que a água se acumule

– Coloque objetos como pneus, garrafas e baldes em local coberto ou virados para baixo

– Preencha os pratos dos vasos de planta com areia, para evitar o acúmulo de água

– Verifique sempre se há água acumulada em qualquer parte de sua casa e retire o mais rápido possível

 

Editado por Rodrigo Rabelo

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