Doença celíaca é foco de conscientização no mês de maio

Por Camila Correia

O Digitais aproveitou o fato de maio ser o mês de conscientização sobre a  Doença por Sensibilidade ao Glúten (DSG) para mapear as características da patologia

Alimentos a base de trigo, aveia, centeio, cevada e malte, pães, bolos, bolachas, macarrão, alimentos empanados, salgadinhos, cerveja, vodca e uísque são exemplos de alimentos que têm glúten (Foto: Camila Correia)
Alimentos a base de trigo, aveia, centeio, cevada e malte, pães, bolos, bolachas, macarrão, alimentos empanados, salgadinhos, cerveja, vodca e uísque são exemplos de alimentos que têm glúten (Foto: Camila Correia)

Apesar de ser uma doença cuja causa e efeitos são desconhecidos de grande parte dos brasileiros, a doença celíaca é mais comum do que se imagina: um recente estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) realizado com 3000 doadores de sangue revelou que a cada 214 pessoas uma apresenta algum tipo de intolerância ao glúten. Identificar e controlar a doença, adotando uma dieta restritiva, é fundamental, uma vez que o único tratamento para o celíaco é ficar longe do glúten.

Devido à falta de informação, a maioria dos pacientes descobre que tem problemas para digerir o glúten muito tardiamente. Foi isso que aconteceu com a psicóloga Aline Bianchini, 28, há cerca de 5 anos. “Minha irmã já tinha vários sintomas da doença quando o médico, analisando o quadro todo, diagnosticou a doença celíaca. Como eu e a minha mãe também tínhamos sintomas muitos parecidos com os da minha irmã, fizemos os exames e o médico confirmou que nós duas também éramos celíacas”, conta.

Apesar da predisposição genética, os sintomas da patologia variam de pessoa para pessoa, podendo ou não ser gastrointestinais. Diarréia crônica, vômito, perda de peso, barriga inchada, inchaço nas pernas, anemias, alterações na pele, fraqueza das unhas, queda de pêlos, diminuição da fertilidade, alterações do ciclo menstrual e sinais de desnutrição são alguns deles. Depende da intensidade da doença.

Segundo a Associação dos Celíacos do Brasil (ACELBRA), o diagnóstico da doença é feito com exames sorológicos e biopsia do intestino delgado. A biopsia sempre deve ser feita antes de haver restrição ao glúten. “O objetivo é avaliar as vilosidades do intestino delgado, já que o glúten agride e danifica o intestino, prejudicando a absorção dos alimentos. Essa proteína do trigo em pessoas predispostas provoca uma reação inflamatória imune no intestino delgado”, explica a médica Patricia Yano.

Hoje, os celíacos contam com uma grande variedade de produtos sem glúten. Para a psicóloga Aline Bianchini, o problema são os preços desses produtos.“O pão sem glúten, por exemplo, custa o dobro do com glúten. Mas, fora isso, dá para ter uma vida absolutamente normal. Aliás, depois que comecei a dieta celíaca, fiquei muito mais disposta”, revela

 

Editado por Carol Estevam

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