Adoção : um ato além do amor

Por Priscila Jordão

Ivete Roldão e a filha Ana Luiza quando pequena
Ivete Cardoso Roldão e a filha Ana Luiza quando pequena. Foto: Aquivo Pessoal

Dizem que instinto maternal nasce praticamente com todas as mulheres,  em algumas desperta mais cedo, em outras mais tarde, ou talvez chegue de surpresa, mas quando acontece não há nada a ser feito fora desfrutar do amor incondicional que é ser mãe.

Contudo, ser mãe vai muito além de gerar uma vida, após 6 anos de tentativas de engravidar a jornalista e professora da PUC-Campinas Ivete Cardoso Roldão, optou pela adoção. ” Um dia eu me deparei com um livro sobre adoção, li no mesmo dia e quando acabei eu já tinha a decisão pronta na minha cabeça, consultei meu marido e ele topou” comenta a jornalista.

Foram 11 meses de espera até a chegada da Ana Luiza, com apenas 12 dias, de acordo com Ivete,toda a  a família lidou muito bem com a questão da adoção ” criou-se toda uma expectativa para a chegada do novo bebê  e quando a Ana Luiza chegou foi uma festa “. Após dois meses da vinda da Ana Luiza para a casa dos Roldão, Ivete descobriu que estava grávida , a Taís a filha caçula, hoje com 14 anos, tem apenas dez meses e meio de diferença com a irmã de quinze.

19 anos após dar a luz à Isabelle, a assistente social Emelin Macieu, revive hoje a emoção de ser mãe novamente, dessa vez pelo caminho da adoção. Trabalhando desde sempre com crianças em situação de risco,  Emelin conta que “sempre entendeu que era preciso fazer mais por elas”, após se cadastrar e passar por todo o processo jurídico “aconteceu”.

A assistente social que foi mãe pela primeira vez aos 18 e pela segunda aos 38 revela que ” reviver esse momento é um barato, parece que renova todas as energias, a nossa bebê parece que sempre entendeu que ela é nossa, que eu sou a mãe, o pai é o pai dela e a irmã é a irmã”.

Emelin já tem a guarda da pequena S.M.G, mas ainda aguarda o processo de adoção definitiva, ela revela que optou por aceitar uma criança do jeito que fosse, justamente pelo fato de que quando uma mulher engravida nunca se sabe como essa criança virá ao mundo ” dissemos no nosso cadastro que não tínhamos critérios, que aceitaríamos com a patologia que fosse, por isso ela veio mais cedo, e tão nova com apenas sete meses. Nossa bebê chegou com questões patológicas  sérias e com muito amor, muito carinho, muita dedicação, muita fé, e hoje está aqui, toda sapeca, saudável e sendo uma alegria para todos nós.

Confira no vídeo a baixo um depoimento da Jornalista Ivete, sobre alguns temas que envolvem a maternidade e a adoção.

curiosidades sobre a adoção no Brasil. Foto: Priscila Jordão
Curiosidades sobre a adoção no Brasil Foto: Priscila Jordão

 

Editado por Carol Estevam

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