Amor que inunda: mães que fazem de seus filhos a razão de suas vidas

Por Ana Paula Menezes

Ser mãe, educar, preparar aquele pequeno ser para uma vida, é uma tarefa árdua. Mas cada mulher a partir do nascimento do filho cria o seu perfil de mãe. Em diversos momentos, ela tem a sua identidade e passa a educar seus filhos de uma jeito único, ter o seu instinto maternal.  As mães são diferentes, podem ser as que são mães únicas, as mães de múltiplos, as mães de muitos, as muitas mães e as mães das mães é por isso que cada mãe, em sua experiência, tem momentos marcantes.

A mãe de muitos

O sentimento de uma mãe independe do número de filhos que ela tem, e a dedicação é individual e sempre na mesma intensidade. A dona de casa  Helena Sophia Camargo, que aos 43 anos cuida de seus cinco filhos  diz  não ter dificuldade nenhuma.” Quando descobri que estava grávida da segunda vez, pensei que não iria da conta, mas quando vi, percebi que era mãe e isso já era o suficiente para eu conseguir qualquer coisa. Os outros foram vindo e eu fui sentindo cada vez mais facilidade para cria-los” afirma a dona de casa, que ao contar de seus momentos também confessa que só não tem mais filhos porque Deus não quis.

Com a família grande Helena e o marido se desdobram para conseguir educar e ensinar lições da vida a todos os filhos de forma que eles se deem bem na vida. “Helena sempre quis ter muitos filhos e eu sempre achei que seria muito difícil de cria-los, mas minha mulher é muito forte e consegue educa-los muito bem” diz seu marido. A mãe conta que não tem muito segredo e que quanto maior a familia mais fácil da criança aprender a dividir e a respeitar a vez de todos.

A família Camargo faz a divisão de roupas e brinquedos por faixa etária e cada um na casa tem sua obrigação diária. “Aqui é assim uma semana eu limpo a cozinha, na outra limpo os quartos e outro irmão meu limpa a cozinha. Nossas roupas são de todos e achamos isso muito divertido, porque assim não da tempo de você repetir roupa, porque a outra irmã pode ter pego pra usar” conta Gabriela, a filha mais velha de Helena.

As datas comemorativas na casa são muitas e nunca passam em branco, os pais fazem questão de comemorar todos os aniversários das crianças, natais, anos novos, dias dos pais e das mães entre outras datas, com todos reunidos. “Eles podem chamar os amigos, vizinhos, quem eles quiserem, mas devem estar todos aqui. Não existe coisa mais gostosa no mundo do que todos sentados a mesa conversando e se divertindo. Quando um falta, a festa esta incompleta pra mim” explica a mãe.

Mãe unica

Já Bianca Azevedo, advogada, tem uma filha e pensa que ter outro filho seria até bom para a menina, mas prefere ter todo o tempo e dedicação a Isadora de 20 anos. “Acho bonito e digno as mulheres que conseguem cuidar de mais de um filho, mas eu sou do estilo egoísta, meu amor é só dela e de mais ninguém. Não preciso de outro filho, a Isadora me completa” conta mãe.

Bianca perdeu o marido dias antes do nascimento da filha e por isso só tem Isadora como companhia, mas a filha adora ter todos os momentos com a mãe do lado. “O dia em que eu dei a crise de adolescente e quis ficar sozinha, sei que minha mãe sofreu, mas acredito que eu sofri mais do que ela. Minha mãe é mais do que só mãe, ela é pai, amiga, confidente e a minha outra metade. No mesmo dia já percebi que sem ela não dava pra ficar” declara a filha.

Muito se fala sobre o comportamento mimado, egoísta e genioso da criança que é o único filho, mas a advogada garante que isso não é verdade e que nunca teve nenhum problema com a menina. Conta até de um episódio que a quando ela era criança abriu mão de ganhar seu presente no Natal, para que outras crianças pudessem ganhar. “Na cartinha ela dizia que como ela tinha percebido que algumas crianças tinham que deixar de ganhar para ela ganhar, então esse ano ela não queria ganhar para que as outras ganhassem. Como mãe senti que estava educando muito bem minha filha” diz Bianca quando conta do momento em que mais chorou em sua vida.

O motivo para voltar a ser mãe

Além do sentimento de mãe para filho não conseguir ser medido o inverso também é recíproco e em algumas situações é de extrema necessidade, por exemplo, quando Julio de 15 anos morreu, em um acidente de carro, Teresa Rodrigues, precisou de todo o apoio e motivação do filho Rafael para sentir vontade de seguir a vida. “Senti muito com a perda de um de meus filhos, mas o Rafael me ajudou muito. Além de estar o tempo todo do meu lado, via nele o motivo do meu futuro e o porquê de eu ainda estar aqui” afirma a mãe de gêmeos.

Os sentimentos diante da perda são universais, mas a dor de perder um filho não tem denominação. É uma dor sem nome. Diante da inversão do curso da vida, em que os pais estão enterrando seus filhos, achar um meio para amenizar o sentimento é a melhor saída, mas no caso de Teresa, não existia palestras ou grupos motivacionais que ajudassem só o apoio do outro filho, mudou os sentimentos da mãe.

Rafael conta que se sentia mal com a perda do irmão, mas ver a mãe, sem se quer tomar água lhe causava uma dor ainda maior. “Quando a via tinha certeza que precisava fazer algo. Foi então que tive a ideia de marcar uma viagem para nós dois, mas ela é que teria que organizar de acordo com o meu gosto” conta o menino.

Disposta a enfrentar o desafio, Teresa, percebeu que para conseguir cumpri-lo precisaria se dedicar ao menino e ter certeza de todos os gostos dele. “Foi nesse momento em que percebi que ainda tinha outro filho e que Rafael precisava de alguém ao seu lado. Eu sou a mãe dele então ninguém mais alem de mim poderia fazer isso para o meu filho” diz Teresa que ainda completa falando que Julio não perdeu espaço no coração dela, mas Rafael ganho espaço no dia-a-dia dela.

 

Fonte IBGE (Credito: Ana Paula Menezes)

 

 

Editado por Carol Estevam

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