Produtos de beleza se destacam entre os importados mais consumidos pelos brasileiros

Por Carol Estevam

De acordo com um estudo feito no ano passado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de um quinto (21,8%) dos produtos consumidos pelos brasileiros são de origem estrangeira. Este número tem crescido e isso se deve principalmente às dificuldades enfrentadas pela indústria nacional. Com a perda de competitividade dos produtos brasileiros, a demanda de importados ganha mais espaço no mercado. Neste contexto, a indústria dos produtos de beleza tem se destacado.

É cada vez mais frequente encontrar pessoas que veem na venda de produtos de beleza importados uma forma de ganhar dinheiro. O Brasil é o terceiro país que mais consome esse tipo de produtos, perdendo apenas para o Japão e os Estados Unidos. Segundo pesquisas do Instituto Data Popular, os brasileiros, em especial as brasileiras, consumiram quase R$ 60 bilhões em produtos de beleza só em 2013. Isso representa um aumento de 11% em relação a 2012, e de 124% na comparação a 2003.

O meio que o consumidor encontra para adquirir esses produtos é a Internet, onde é possível encontrar diversas lojas destinadas apenas a essa segmentação de mercado. Se o consumidor preferir procurar em redes sociais, como Facebook e Instagram, as opções também são inúmeras e o contato com os vendedores é mais próximo. Alguns desses vendedores, inclusive, vendem com a ajuda do aplicativo Whatsapp, enviando fotos dos produtos para o celular dos interessados.

Há um ano, formada em administração de empresas e pós-graduada em marketing, Cristiane Mobricci, 39, resolveu sair do seu emprego formal em uma construtora para revender os produtos de beleza que trazia de suas viagens aos Estados Unidos. “O que faço hoje é negócio, tem que ter planejamento e ser bem administrado, saber comprar”, conta.

As vendas são tantas que a administradora tem que ir quase que mensalmente para o exterior para repor o vendido e atender as encomendas. Quanto aos rendimentos no final do mês, ela ressalta “Na construtora, era funcionária e tinha todos os meus direitos garantidos. Agora, trata-se de um negócio próprio, onde tenho que investir e garantir o retorno desse investimento por meio das vendas. Considero que já estou no lucro, pois só a liberdade de conduzir o próprio negócio já é um saldo positivo”.

Carol Estevam
(Infográfico: Carol Estevam)

 

Editado por Camila Correia

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