Aplicativo de paquera, Tinder alcança mais de 10 milhões de usuários no Brasil

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No Brasil, somente de dezembro de 2013 a janeiro deste ano foram 1 milhão de downloads (Foto: Divulgação)

Por Lucas Bachião

Se você tem entre 14 a 35 anos, com certeza já ouviu falar no Tinder. O aplicativo de paqueras, que foi lançado em junho do ano passado pela empresa de Los Angeles Hatch Labs, vem conquistando cada vez mais os solteiros do mundo todo. Em menos de um ano, o serviço já é um sucesso e mostra resultados impressionantes. Somente Brasil, mais de 10 milhões usuários usam a rede social para se conectar com outra pessoa.

De acordo com a Mobile Times, o Tinder cresce 2% por dia e  80% do público são solteiros com idade entre 14 a 35 anos.  Segundo a pesquisa, o usuário chega a acessar o aplicativo 11 vezes por dia e fica logado durante sete minutos.  O Brasil já é considerado o segundo maior mercado do aplicativo, perdendo apenas para os EUA.  No mundo, o sistema soma cerca de 100 milhões de clientes.

Para “curtir” o perfil de uma pessoa é preciso marcar a opção do “coração verde”. Quando dois usuários “curtem” o perfil um do outro, ocorre um “matche” e os usuários são avisados. Caso a pessoa queira descartar um perfil, basta clicar no “x” vermelho.  O usuário pode ou não aprovar um perfil quantas vezes julgar necessário.

A estudante de Farmácia Naissa Siqueira, 22, conta que, apesar de ter conseguido 18 combinações no Tinder, nunca saiu com nenhum pretendente. “Caso rolasse um encontro, acho que ficaria insegura. Gosto de paquerar nas redes sociais porque me sinto mais à vontade, mas namoro tem que ter presença física”, confessa. Por outro lado, a estudante, que soube do aplicativo por meio de uma amiga da faculdade, revela que não abriria mão de um namoro se conhecesse a pessoa pelo Tinder.

O universitário Ricardo Magatti usa o Tinder há três meses (Foto: Lucas Bachião)
O universitário Ricardo Magatti usa o Tinder há três meses (Foto: Lucas Bachião)

Já o estudante de Jornalismo Ricardo Magatti, 21, ao contrário de Naissa, já chegou a sair duas vezes com garotas que conheceu pelo aplicativo. “Os encontros foram legais e ao mesmo tempo estranhos, porque nunca tinha as visto pessoalmente. Depois que nos encontramos, voltamos a nos falar poucas vezes. Mas, gosto do Tinder porque ele possibilita conhecer novas e interessantes pessoas”, afirma Ricardo.

Para a psicóloga Rita Kather, especialista em redes sociais, ficar muito tempo conectado nas novas tecnologias pode influenciar negativamente o comportamento dos jovens. “É mais fácil dar um cantada virtual do que presencial, pois o jovem perde a identidade real. A exposição do corpo, por exemplo, é somente com intenção erótica e o excesso de erotismo pode prejudicar o desempenho escolar e a relação com a família”, alerta. A especialista ainda frisa que é mais saudável preservar algumas atividades humanas do que repassá-las às máquinas.

Editado por Camila Correia

 

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