Cresce o número de denúncias de más condições de trabalho na região de Campinas

Por Natália Mitie

Foto: Natália Mitie
Obra embargada no Alphaville, em Campinas (Foto: Natália Mitie)

Você sabe por que hoje é comemorado o Dia Mundial do Trabalho? Leia mais na matéria “Dia Mundial do Trabalho, por que 1º de maio?”,  de Beatriz Assaf.

Hoje, cresce o número de situações de más condições de trabalho. O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu em 2011, 70 denúncias sobre acidentes de trabalho na região de Campinas. Esse número subiu para 92 em 2012 e fechou com 108 registros em 2013. O procurador Éverson Carlos Rossi explica que em razão da grave consequência de um acidente, o ramo da construção civil se sobressai em denúncias sobre as condições de segurança do trabalhador.

Recentemente em Campinas, uma diligência conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resultou no embargo de três obras de construção de prédios comerciais no bairro Alphaville, por falta de segurança e risco iminente de acidentes. De acordo com os fiscais, foram constatados riscos de queda e de choque elétrico. “Na construção civil existem três tipos de irregularidades relacionadas a acidentes muito graves e fatais, a queda em altura, o choque elétrico e o soterramento”, explica o auditor fiscal, que participou da diligência, João Batista Amâncio.

Os canteiros de obra estão sob responsabilidade das empresas R-Crio Criogenia S.A, Romano & Araújo Serviços e Construções Ltda. e do construtor Celso Mamede Alcântara. Para o retorno das atividades, todas as questões devem ser sanadas com o cumprimento da Norma Regulamentadora 18 (NR 18) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que define as formas de proteção dos trabalhadores.

Para o auditor fiscal, o trabalhador sabe dos riscos, mas desconhece seus direitos, “senão não se sujeitaria a trabalhar naquelas condições”, diz.

“É muito importante que o empregador tenha consciência de que o obreiro tem direito a trabalhar em lugar seguro. Não basta só contratar o trabalhador e pagar um salário”, afirma o procurador.

 

 

Editado por Rodrigo Andrade Rabelo

 

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