Religiões comemoram a Páscoa de diferentes maneiras

Por Beatriz Assaf

A Páscoa é, de alguma forma, lembrada pela maioria das religiões. Historicamente ligada ao catolicismo, a data comemorativa já existia antes mesmo do nascimento de Cristo, quando, na antiguidade, era celebrada em memória da libertação dos judeus da escravidão do Egito. Para os católicos, a data é considerada a mais importante do ano, pois significa a ressurreição de Jesus.

Segundo a liturgia católica, a páscoa dura 90 dias, as celebrações começam na quarta-feira de cinzas, primeiro dia da Quaresma, e o tempo pascal perdura por mais 50 dias. A semana da Páscoa é chamada de “Santa”. Na quinta-feira, ocorre o ritual de “lava pés”, ato de lavar e beijar os pés nas missas. A sexta-feira da “Paixão” representa o dia em que Jesus foi crucificado e morto, dessa forma, os fieis não se divertem e não comem carne em respeito a Ele. Já no sábado, as cerimônias religiosas, conhecidas como “Vigília Pascal”, são celebradas em respeito ao sacrifício de Jesus pelos homens. O domingo é caracterizado pelas festas, pois seria o dia em que Jesus ressuscitou.

Os evangélicos também creem na ressurreição do corpo. Para eles, a páscoa evangélica é o renascimento espiritual, o símbolo pascal é a renovação para uma vida nova. Os fieis desta religião acreditam que essa é a melhor época para refletir o sentido da renovação da existência humana.

Já para os testemunhas de Jeová há a celebração da última refeição de Jesus, chamada na religião de “Refeição Noturna”. Os testemunhas de Jeová acreditam que a data deveria ser comemorada, de acordo com as escrituras, até que o verdadeiro cordeiro de Deus estivesse na terra. Como ele não está mais, a celebração não deveria acontecer.

Por sua vez, a doutrina espírita explica que, pensar a páscoa pela ressurreição de Jesus, é uma prova concreta de que o espírito não morre, apenas o corpo. A páscoa é um momento de reflexão para os seguidores desta doutrina, que devem enxergar em Jesus a primeira demonstração de imortalidade do espírito.

 

 

Infográfico: Beatriz Assaf. Fonte: Data Folha 2013 e Censo 2010
Infográfico: Beatriz Assaf. Fonte: Data Folha e Censo

 

Editado por Claudia Müller

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