Mesmo com rejeição simulador continua sendo obrigatório, afirma Presidente do SindiCFC

Por Aquiles Farinha

Nesta quarta feira, 9 de abril, a Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) da câmara rejeitou o uso obrigatório dos simuladores de direção nas autoescolas. Porém o Presidente do Sindicato das Auto escolas e Centros de Formação de Condutores, SindiCFC, afirma que a obrigatoriedade ainda continua em vigor.

No inicio do ano, vigorou uma norma no Código Nacional de Trânsito que obriga o uso de um simulador de direção para o candidato que deseja tirar sua Carteira Nacional de Habilitação, a famosa CNH, do tipo B.Essa obrigatoriedade não agradou a todos devido ao alto custo do equipamento, de 40 mil reais.

Para facilitar a aquisição do aparelho, o Conselho Nacional de Trânsito(Contran) decidiu que as autoescolas poderiam comprar o simulador de maneira independente, ou então fazer uma consignação juntamente com o Centro de Formação de Condutores (CFC) da cidade. Devido a alta procura e a pouca demanda, o sindicato das classe conseguiu uma prorrogação no prazo e o Contran passou a obrigatoriedade de janeiro deste ano para o próximo dia 31 de julho.

O que ninguém podia esperar é que um mês depois dessa prorrogação da data dos simuladores, esta norma seria rejeitada. Na cidade de Vinhedo, a noticia da rejeição pegou de surpresa Rosangela, dona do único CFC da cidade. ” Agora não sei o que vai acontecer. Fiz um investimento alto aqui no prédio para poder suportar o simulador, gastei um bom dinheiro para comprar o aparelho, instalei tudo que foi mandado pelo DETRAN, e agora fico sabendo que não será mais preciso. Tenho o aparelho aqui e não posso fazer uso”.

Para o Presidente do SindiCFC, mesmo que a lei 4.449/12 tenha sido rejeitada, isso não representa o fim da obrigatoriedade do uso dos simuladores nas autoescolas. “O Contran decidiu que é obrigatório o simulador para quem for tirar a habilitação na categoria B, automóvel. Isso continua valendo e nenhum CFC do país terá prejuízo com essa decisão de rejeição.”

Mesmo com todo esse impasse, Rosangela acredita que essa norma seja aprovada. “Por trás de tudo isso rola muito dinheiro, as empresas interessadas na aprovação dessa lei vão fazer alguma coisa para que o projeto entre em vigor.”

O Simulador

Preço do simulador chega  aos R$ 40 mil (Foto: Aquiles Farinha)
Preço do simulador chega aos R$ 40 mil (Foto: Aquiles Farinha)

O aparelho deve ser usado obrigatoriamente antes das aulas práticas. Serão 5 encontros, com duração de 30 minutos cada. No simulador  serão testados coordenação do piloto, percurso com subida e descida, situações de tráfego intenso, além de situações de risco como neblina, chuva forte, aquaplanagem e embriaguez ao volante. Tudo estará sendo monitorado por câmera e não existe reprova. A cada aula, o nível de dificuldade vai aumentando conforme a habilidade do aluno. Segundo conta a diretora do CFC, o simulador não tem como objetivo reprovar o aluno, e sim fazer com que condutor que nunca teve experiência no volante possa saber o básico na hora em que for fazer a aula prática.

Editado Por André Montejano

1 comentário

  1. Até que enfim uma matéria que traz realmente a verdade sobre essa rejeição…não tenho dúvidas que será aprovado.Do contrário vai chover ações contra a união.Nós que compramos e nos adequamos não podemos ficar no prejuízo por ter cumprido uma determinação do contran!!

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