Vida de Nelson Chinalia é tema de documentário sobre fotojornalismo da Unicamp

Por Thiago Marquezin

O professor de fotojornalismo da faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Nelson Sebastião Chinalia, é um dos personagens da série de documentários produzidos pela RTV Unicamp sobre o fotojornalismo em Campinas.

A série de documentários foi produzida através de levantamentos feitos pelo Grupo de Pesquisa Memória e Fotografia (GPMeF), sediado no Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo o líder do grupo, professor Amarildo Carnicel, além da troca de informações na área acadêmica, o grupo também tem a proposta de produzir e desenvolver projetos pra dar visibilidade ao tema pesquisado “durante os trabalhos o grupo desenvolveu um ensaio de fotografia, uma série de artigos,  publicados em revistas científicas e apresentados em congresso, uma produção da série de documentários, além da confecção de um livro.” diz Carnicel.

Amarildo destaca “nos documentários buscamos retratar as pessoas que deram início ao fotojornalismo de Campinas, os quais tem a experiência e uma história de vida pra contar e que não estão registrados em lugar nenhum”.

O fotojornalista Nelson Chinalia com uma de suas paixões, a foto em PB (Crédito: Thiago Marquezin)
O fotojornalista Nelson Chinalia com uma de suas paixões, a foto em PB (Crédito: Thiago Marquezin)

Os documentários começaram a ser desenvolvidos através do depoimento do mais antigo fotojornalista de Campinas, Luiz Carvalho de Moura, passando pelas histórias de Gilberto de Biasi, Neldo Cantanti e Antoninho Perri, chegando à Nelson Chinalia.

Para Carnicel, a história de Nelson marca, já que é o primeiro fotojornalista de Campinas a ter a graduação no curso de jornalismo. Já com o diploma, Nelson conquista o cargo de editor de fotografia do Jornal Correio Popular . “A hora que ele teve a editoria de fotografia do Correio Popular nas mãos viu a diferença que a graduação teve em seu caminho e fez disso um marco, passando a contratar somente fotojornalistas que possuíam a graduação”, conta.

A série de documentários é composta por 4 produções, sendo elas: “Primeiras Impressões”, “Nelson Chinalia, o cronista visual de Campinas”, “Cartões Postais de Campinas” e “Câmara Viajante – Reflexões”.

 

Vida de Nelson Chinalia

Em “Nelson Chinalia, o cronista visual de Campinas” o fotojornalista conta algumas de suas experiências e histórias vivenciadas no dia-a-dia do jornalismo campineiro.

Dos 14 para os 15 anos, Chinalia começa sua vida com a fotografia junto ao fotógrafo Luiz Carvalho de Moura na loja Fotoelétrica. Nelson deixa claro, no documentário, a sua paixão pela revelação em Preto e Branco (PB) “era uma coisa meio mágica ver o papel fotográfico na banheira e aparecer a imagem. Era impressionante para um adolescente de 14 anos”, frisa.

O primeiro desafio como fotógrafo foi aos 16 anos, quando foi chamado, pelo Correio Popular, para cobrir a  visita do ex-governador do Estado de São Paulo, Laudo Natel, à Campinas. Começou a trabalhar para o jornal, como fotógrafo de redação um ano depois, aos 17 anos. Em uma de suas falas durante o documentário, Nelson destaca “não me via como artista, não me via como fotógrafo, mas me via como um fotojornalista, me via como um cara que escrevia sem palavras.”

O fotojornalista destaca suas principais coberturas, quando já trabalhava para o Correio Popular, como: visita do ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Regan, do papa João Paulo II, as coberturas da Fórmula I com o piloto Ayrton Senna e a Copa do Mundo de 1998, realizada na França.

Em 1995, Chinalia viu uma foto de sua autoria estampada em capas de publicações nacionais e internacionais. Foi a que fez quando cobriu a rebelião no presídio de Hortolândia, a qual também lhe rende o Prêmio Vladmir Herzog de jornalismo fotográfico.

“Cada um tem um olhar diferente. Você fotografa com tudo aquilo que você consegue ver. O fotógrafo é um cronista que todos os dias conta uma história através da fotografia”, finaliza.

Confira o documentário “Nelson Chinalia, o cronista visual de Campinas”

Editado por Beatriz Assaf

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