O grupo “resGatinhos” ajuda a recuperar dezenas de gatos abandonados todos os anos

Por Gabriela Santa Rosa

Com atuação na região de Campinas desde 2011, o grupo de apoio ao resgate, cuidados e adoção de gatos, o “resGatinhos”, procura ajudar estes animais a encontrar um lar e melhores condições de vida. No ano passado, o grupo auxiliou 38 gatos e 32 foram já foram encaminhados para adoção.

Já que o grupo não tem sede física, os felinos resgatados ficam em clínicas veterinárias parceiras e em casas provisórias, onde recebem atendimento clínico, como vacinas, ração super premium e antipulgas.

“Não acreditamos em abrigos, por isso, mantemos um número reduzido de animais, assim garantimos o melhor em tudo, do tratamento a alimentação. Para manter os custos mais baixos, temos uma parceria com uma empresa de alimentos para gatos, que o vende a um preço mais em conta”, conta a colaboradora voluntária do grupo e professora de alemão, Suélen Trevisan Koch Santos, 28.

Para manter os gastos com os animais, os colaboradores voluntários organizam rifas, bazares, festas temáticas, bingos e exposições, além de vender produtos no site.

“Agora a gente tá com a rifa do Magoo, um gatinho que nasceu com um defeito chamado Agenesia Palpebral Bilateral, ou seja, ele não tem as pálpebras dos olhos. Ele enxerga, mas como não tem as pálpebras para proteger os olhos, os pelinhos dele acabam encostando no globo ocular, causando uma irritação, então para corrigir o problema e evitar o risco do Magoo vir a ter uma úlcera ocular, a gente precisa fazer uma cirurgia plástica. E a rifa ajuda com os gastos da cirurgia e do pós-operatório.”, explica Suélen.

A professora, como uma das colaboradoras voluntárias, já recebeu uma ninhada abandonada em sua casa como lugar provisório por 40 dias e passou pelo processo de adoção para ficar com a sua gata, Cléo.

“Ela era pequena, magrela, tricolor (tricolores manchados, como a Cléo, são difíceis de serem adotados) e ninguém ia querer a bichana. Então passamos pelo processo de adoção, pagamos a taxa e a Cléo ganhou uma casa e um irmão peludo. E logo depois viajamos com os gatos para uma temporada de um ano na Alemanha.”, contou a colaboradora.

Para conhecer os trabalhos realizados sobre o grupo “resGatinhos”, as formas e processos de adoção e como ajudar a organização, acesse o site www.resgatinhos.com.br .

“Para mim a adoção é um ato de amor, de piedade. Tantos animais sofrem, morrem a espera de um carinho, de comida. Eu tenho dois adotados a Cléo e o Berg. Os dois foram retirados da rua e hoje eu não consigo pensar minha vida sem eles.”, concluiu Suélen.

O gatinho Magoo já está em recuperação e passará por uma quarentena para ser liberado para adoção.
O gatinho Magoo já está em recuperação e passará por uma quarentena para ser liberado para adoção.

Editado por Beatriz Assaf

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