Casa sustentável já é opção em alguns lares

Por Lara Huttembergue

Quando o assunto é bem estar e sofisticação, uma casa construída e pensada de forma sustentável, não é a escolha preferida da população. No geral, as pessoas optam por valor, praticidade e conforto, mas não é todo mundo que tem a boa vontade de pensar no custo geral dos materiais e a diferença que este custo traz pós-construção.

Na cidade de Americana, interior de São Paulo, o consórcio PCJ construiu em 2009, com a ajuda de mais de três arquitetos e com a participação de outras empresas, a casa modelo experimental. Uma casa sustentável que, além de ajudar o meio ambiente, é também refinada e aconchegante.

A casa contém um mobiliário em MDF e iluminação a LED. A decoração dos azulejos são restos de vidros moídos e reforçados, os pufes são fabricados com garrafas PET e o tecido das almofadas é de algodão reciclável.

As telhas e forros da Casa são feitos a partir de restos de tubos de creme dental, que ajuda na temperatura da moradia. As paredes do local são de blocos produzidos com agregado siderúrgico. A casa modelo existe para mostrar às pessoas que é possível viver bem e ajudar a natureza ao mesmo tempo. Hoje, a quantidade de casas como a casa modelo são maiores.

A arquiteta Adriana Inês Maria Zucchi Corradi, de Santa Catarina acompanhada de seu marido Ezio Corradi, técnico em eletrotécnica, resolveram construir a casa a partir de materiais que desenvolvessem uma casa agradável, mas também sustentável.

Adriana é uma mulher econômica que não vê necessidade de trocar objetos em boas condições por novos. Hoje, ela ainda tem alguns de seus primeiros móveis e muito do que há na casa foi pensado ecologicamente. Um exemplo, as janelas brancas de alumínio, que impedem que o calor do sol entre na casa e evita também o uso do ar-condicionado.

O piso do escritório é fabricado a partir do reaproveitamento de materiais recicláveis. Poltrona de garrafa PET, mobiliário em MDF e iluminação a LED.
Piso fabricado a partir do reaproveitamento de materiais recicláveis.

Na casa da arquiteta, as cortinas são substituídas por persianas poliuretanos.
E as refeições são cozinhadas no fogão à lenha, com direito a legumes da própria horta.“Nossa comida passa pela horta, eu faço suflês de espinafre e geleias de frutas”, diz Adriana.

De início, é provável que a construção de uma casa ecológica tenha um diferencial de custo, mas o gasto que o morador vai ter ao viver nela é menor, portanto, vantajoso, não só pelos impactos que favorecem o meio ambiente, como também pelos benefícios de uma casa comum.

Editado por Natália Mitie

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